O drama japonês em relação a radiação já dura quatro anos. Foi em 11 de março de 2011 que um terremoto de 8,9 graus na escala Richter foi seguido de um tsunami que destruiu a costa leste japonesa. Com ondas gigantes, uma das maiores usinas nucleares do país teve os reatores danificados e, desde então, o mundo convive com o risco de um acidente nuclear de proporções catastróficas.

Depois de ser atingida pelo tsunami, a usina de Fukushima teve uma avaria no sistema de refrigeração o que ocasionou a explosão de seus reatores. A tabela de classificação dos acidentes nucleares vai até sete e no Japão chegou a seis já nas primeiras horas do incidente.

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Em abril, um mês depois do terremoto, o acidente já era classificado como sete e se igualava a Chernobyl.

A Tokyo Electric Power (TEPCO), que é a empresa responsável pela exploração e controle da usina, está sempre se blindando para evitar que boatos assustem ainda mais a população japonesa e mundial, se apressou em divulgar que a entrada do robô nas instalações danificadas da usina irão contribuir para que os danos possam ser analisados.

O aparelho será responsável por medir os níveis de radiação, a temperatura do interior do reator e ainda fará imagens. O robô é operado por controle remoto e é considerado um grande aliado dos funcionários e cientistas envolvidos no processo de tentativa de resfriamento e retirada do combustível do interior da usina.

A operação começou hoje (10) e não tem prazo para terminar.

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A intenção dos técnicos é analisar a parte superior do local de contenção. Também é importante fazer a observação do depósito de urânio da usina que fundiu no seu interior. A análise não podia ser feita devido ao alto risco de contaminação e o robô para ser uma alternativa para contornar o problema.

Tsunami no Japão em 2011

Amanhecia no Japão no dia 11 de março de 2011 quando a terra tremeu e os alarmes soaram. Todo o país sentiu o chão balançar, mas algumas regiões foram mais afetadas. Para piorar a situação que já era crítica, um tsunami com ondas gigantes atingiu a costa nordeste do país.

Foram mais de 13 mil mortos e aproximadamente 16 mil desaparecidos na tragédia. Mais de 4 milhões de japoneses ficaram sem energia elétrica e quase 1,5 milhões sem água por vários dias. Apesar de ser um país acostumado com terremotos e ondas gigantes, a tragédia de 2011 foi catastrófica e uma das piores no Japão. O terremoto de 8,9 graus deixou o mundo perplexo com a força da natureza.