Ficção e realidade se misturam no campo da robótica. Esta área avançou tanto, que seu controle é cada vez menor, como os cientistas tinham previsto. Enquanto existem pesquisadores que criam máquinas para ajudar um paraplégico a voltar a andar, os primeiros produtos a serem comercializados são os de procedimento militar que visam a ferir e matar.

Este problema alertou os delegados da ONU (Organização das Nações Unidas), que, sem divulgar, reuniu-se com várias autoridades mundiais para colocar em pauta a ética dos robôs pela primeira vez na história. Os delegados, com muita esperança, sugeriram um tratado ou proibição formal dos robôs em conflitos internacionais, exigindo o banimento dessas máquinas assassinas.

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No entanto, o tratado ainda deverá demorar pelo menos dois anos.

O risco dos robôs assassinos não é mais uma ficção, mas sim, uma ameaça real. Vários países estão adquirindo estas maquinas para fortalecer seus exércitos. A Rússia, por exemplo, equipou suas bases de mísseis com robôs armados, que visam atirar qual seja o invasor, de forma autônoma. Já na África do Sul, existe uma empresa armamentista que vende robôs para combater manifestações da sociedade civil, como greves, manifestações populares, dentre outros conflitos.

Segundo pesquisa feita pela ONU, milhares de civis foram mortos em 33 ataques por drones pelo mundo. Como consta nesta pesquisa, no Paquistão foram mortas mais de 3 mil pessoas por ataques de drones americanos, desde de 2004, sendo 400 homens dentre as vítimas eram civis.

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O ministério da defesa do Paquistão, de acordo com seus dados, relatou que 67 civis foram mortos devido ao ataques de drones no país, desde 2008.

Em um relatório da organização Human Rights Watch (Vigilantes dos Direitos Humanos ), foi pedido a extinção do projeto das armas robotizadas e autônomas. "Como são máquinas inanimadas, armas autônomas, elas não têm o senso crítico de compreender o valor de uma vida individual e nem o significado de sua perda", afirmou a organização em nota. #Curiosidades