Rodrigo Gularte, brasileiro de 42 anos, foi executado com mais sete prisioneiros na madrugada de quarta-feira (29), horário da Indonésia, no Brasil, tarde de terça-feira (28). Os oito prisioneiros foram executados por um pelotão de fuzilamento pelo crime de tráfico de drogas. Seriam executados nove presos, no grupo havia uma mulher, Mary Jane Veloso, que é ativista. Ela teve sua exceção adiada porque a pessoa que a recrutou para transportar drogas se entregou.

Rodrigo foi preso em 2004 quando tentava entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína, elas estavam escondidas em pranchas de surfe. Em 2005, o paranaense foi condenado à pena de morte.

Publicidade
Publicidade

O surfista é o segundo brasileiro a ser executado por tráfico de drogas. Marco Archer, de 53 anos, foi o primeiro brasileiro a ser executado no País.

Gularte foi diagnosticado com esquizofrenia, mas teve seu pedido de execução negado pelo governo da Indonésia. A família disse que o paranaense passou seus últimos dias na prisão, conversando com as paredes, ouvidos muitas vozes e não tirava da sua cabeça o boné que usava virado para trás. Ele dizia que o boné era sua proteção. Por lei, um preso com problemas mentais tem sua pena de morte adiada, mas não foi o que aconteceu com Rodrigo.

Angelita Muxfeldt lutou até o final para livrar seu primo da execução, mas não teve jeito. Ela passou os últimos meses no País tentado reverter a situação. A prima de Rodrigo contou que esteve com ele horas antes da execução.

Publicidade

Mas o rapaz não entendeu direito o que ia acontecer, ele tinha esperança de sair de lá. Gularte foi informado de sua morte no sábado(26), mas o rapaz vive em delírios e acreditava que ia ser solto.

Com Rodrigo, foram executados sete prisioneiros de outros países, todos tiveram seu pedido de clemencia negado pela #Justiça local. A família de Gularte está arrasada, todos tinham esperança que a execução do surfista fosse adiada devido a sua condição mental. Ontem (27), a família foi convocada as presas para o local da execução e estavam todos nervosos.