O secretário de Defesa dos Estados Unidos da América, Ash Carter, afirmou nesta quarta-feira (8) que o Pentágono tem observado um avanço da Al Qaeda nas regiões de conflito do Iêmen. Carter disse que um dos braços mais poderosos do grupo, a Al Qaeda na Península Arábica (Aqap), está se aproveitando da situação de instabilidade no País para aumentar sua influência na região, inclusive territorialmente.

O avanço da Aqap é preocupante, pois, além das ambições que o grupo possui regionalmente, o movimento tem pretensões relacionadas a ataques de alvos ocidentais, como o próprio Estados Unidos. Além disso, o colapso do governo central do País, juntamente com o avanço dos rebeldes houthis, mostra-se como cenário favorável para um avanço da organização na região, que tem passado despercebido até o momento.

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Carter ainda afirma que os EUA, que tem combatido os militantes da organização terrorista através de ataques com drones, continuarão em seu objetivo de enfraquecer a Aqap e a ameaça representada pelos seus seguidores.

Os conflitos no Iêmen

O Iêmen, país que ocupa o sudoeste da Península Arábica, tem sofrido com disputas entre o grupo extremista de oposição ao governo - os Houthis - e as forças aliadas a Abdu Rabbuh Mansur Hadi, presidente eleito em 2012 e atual ocupante do cargo.

O País, que já era o mais pobre da região, tem sido constantemente bombardeado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que tem como intuito impedir o avanço dos rebeldes à região de maior importância do Iêmen, o porto de Áden, rota de navios petroleiros.

Além disso, uma série de combates terrestres entre os houthis e forças aliadas ao governo central tem deixado a população do País sem itens de necessidade básica, como luz, água e alimento.

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A Cruz Vermelha prometeu, na última terça-feira (7), enviar à região cerca de 48 toneladas de suprimentos médicos e utensílios básicos, que devem chegar aos locais mais necessitados entre esta quarta-feira (8) e a quinta-feira (9). A entidade ainda tenta autorização para enviar um barco com cirurgiões para a região de Áden, em parceria com os Médicos Sem Fronteiras. #Terrorismo