Um tribunal da cidade de Mazar-i-Sharif, localizada no norte do Afeganistão, foi invadido nesta quinta-feira (09) por um grupo de militantes armados com artilharia pesada, como lançadores de granadas e outros tipos de armamento. A informação foi dada por autoridades do país.

Integrantes do grupo Taliban assumiram a responsabilidade do ataque. De acordo com autoridades locais, o grupo tem aumentado suas ofensivas contra alvos do governo central, após tropas de combate estrangeiras terem deixado o país, no ano passado.

O atentado teve início quando um grupo de militantes ingressou no tribunal, entrando em confronto com a polícia local.

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O confronto persistiu por horas e ainda estava em curso ao final da tarde.

Uma das vítimas do ataque era o chefe de polícia da região, que veio a óbito juntamente com dois de seus comandados, segundo informações dadas pelo governador da província.

O tribunal alvo da ação criminosa está localizado em uma zona central da cidade, próximo a importantes prédios como o do gabinete do governador da província de Balkh, da qual Azar-i-Sharif é a capital.

Além dos policiais, autoridades locais estimam que o ataque tenha resultado em mais sete mortos, além de cerca de 60 pessoas que teriam sido feridas durante a ação criminosa, de acordo com comunicado feito pelo vice-ministro do Interior, Ayoub Salangi. No entanto, é possível que esse número seja maior, devido a quantidade de pessoas hospitalizadas em estado grave.

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Os embates entre o grupo de militantes e as forças de segurança local só acabaram no início da noite.

Dezenas de pessoas teriam sido resgatadas das dependências do tribunal enquanto o atentado ainda estava em curso, afirmou o Ministério do Interior. Há ainda informações de que muitas pessoas foram feitas reféns dos homens armados, que seriam cinco, de acordo com o Ministério.

Zabihullah Mujahid, porta-voz do grupo islamista Taliban, reivindicou a autoria do atentado por meio de sua conta no Twitter.

O Afeganistão está localizado no centro da Ásia e foi governado pelo grupo fundamentalista islâmico e nacionalista até 2001, quando uma coalizão militar, liderada pelos Estados Unidos, expulsou os militantes do poder. #Terrorismo