Uma equipe de perícia forense começou a escavar, na última terça-feira (08), um conjunto de doze valas comuns localizadas em Tikrit, no norte do Iraque. Acredita-se que, no local, estejam enterrados cerca de 1,7 mil corpos. Os peritos ainda sugerem que os corpos sejam de soldados iraquianos, sequestrados e assassinados pelo Estado Islâmico, que comandava a cidade.

Em junho de 2014, o grupo terrorista enviou pela internet fotos e vídeos contendo detalhes das execuções, como forma de divulgar os feitos de seus militantes. Até hoje, não foi comprovada a autenticidade dos dados divulgados pelo EI, apesar de o porta-voz do grupo, Qassim al-Moussawi, ter se pronunciado afirmando que as imagens eram verídicas.

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Elas mostravam pessoas sendo obrigadas a deitar-se nas valas e, em algumas, via-se a execução das vítimas por militantes da organização.

Caso a análise de DNA dos corpos comprove que se trata dos soldados iraquianos desaparecidos, esse seria o maior crime já ocorrido em solo iraquiano, desde a invasão norte-americana, que ocorreu em 2003.

Em um relato de um sobrevivente do atentado à Reuters, um homem afirma que só foi capaz de escapar ao se fingir de morto, após um dos militantes errar o tiro que deveria atingi-lo. Assim, quando outro homem que estava ao seu lado foi morto, caindo ao chão, ele também teria fingido cair, para que não percebessem que estava vivo. O homem conseguiu escapar por um vale, repleto de sangue das vítimas do ataque.

À época, a Human Rights Watch, organização de direitos humanos, teria afirmado que, em análise às imagens, o número de mortos estaria entre 160 e 190, mas esclareceu que os números poderiam ser maiores, ressaltando a necessidade de uma investigação na região.

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Somente na semana passada, forças iraquianas e milícias xiitas, juntamente com a ajuda de tribos sunitas regionais, que se opõem ao EI, retomaram a cidade de Tikrit, que voltou a ser controlada pelo governo. Esta retomada tardia fez com que as escavações de identificação e verificação dos corpos só começassem recentemente. #Terrorismo #Estado Islâmico