O HIV, sigla em inglês de vírus da imunodeficiência humana, é um dos mais temidos da raça humana devido sua conhecida capacidade de causar a AIDS. Entretanto, o HIV poderá ser usado como uma ferramenta para tratar uma doença genética rara, a Síndrome de Wiskott-Aldrich - WAS. A revista científica JAMAThe Journal of the American Medical Association divulgou o andamento sobre o tratamento dessa doença genética que se caracteriza por provocar uma desordem do sistema imunológico de crianças. Sendo relacionada ao cromossomo X, ela afeta quase que exclusivamente os meninos.

A síndrome que afeta até 10 crianças para cada 1 milhão de nascimentos, causam nelas feridas constantes, baixo número de plaquetas, eczemas na pele e sangramentos na gengiva.

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Atualmente, o tratamento principal é o transplante de medula óssea, porém o doador precisa ter alta compatibilidade. 

Um time de pesquisadores do tradicional Great Ormond Street Hospital, de Londres, em parceria com o Necker, de Paris, fez uma experiência que poderá revolucionar o tratamento da síndrome. Eles retiraram parte da medula de um paciente e separaram da amostra as células que regeneram o sistema imunológico. Para fazer o teste, foi necessário incluir uma modificação do HIV nas células que tinham o DNA perfeito. Tais células foram colocadas novamente no corpo das crianças.

A eficácia da terapia genética

A experiência foi feita em 7 pacientes com idades entre 8 e 15 anos, dos quais, 6 deles resultaram em sucesso com a verificação de que os sintomas retrocederam. Uma das crianças, a que possuía o caso mais grave, parou de usar cadeira de rodas.

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Daniel Wheeler, 15 anos, um dos meninos do grupo, teve um irmão que morreu com Wiskott-Aldrich. Daniel costumava ser internado e estava sempre com infecções e inflamação nas juntas. Agora, ele afirma que sua vida mudou com a terapia. O tratamento tem sido a prova do poder que a terapia genética possui, mostrando como esse meio é eficaz.

Obviamente que o trabalho está no início, mas é animador pensar nas possibilidades trazidas por tratamentos deste tipo. Para saber mais, visite os sites do JAMA, do hospital Great Ormond Street e do Necker. #Inovação #Medicina