Os assassinatos de negros feitos por polícias brancos nos últimos meses em três cidades dos Estados Unidos (Ferguson, Nova York e Baltimore), trouxe à tona a discussão a cerca do racismo ainda existente na sociedade norte-americana. Os crimes movimentaram uma série de protestos no país e têm sido pauta de várias discussões entre políticos, devendo ser uma tônica evidente nos debates pela presidência, durante as eleições de 2016.

Os crimes raciais nos #EUA tiveram início com maior intensidade ainda no século XIX, sobretudo, com os ataques da organização racista Ku Klux Klan, que agiam mais precisamente no sul do país, em estados como Mississipi e Texas.

Publicidade
Publicidade

A KKK passou por várias fases até se dissipar em meados do século XX. No entanto, o fim da organização não significou o fim do racismo na sociedade americana, tendo reflexos até os dias de hoje.

Para o historiador Thiago Alberto, os últimos assassinatos de negros por policiais brancos nos Estados Unidos refletem o quanto ainda é forte o racismo neste país. "O problema do racismo nos EUA está longe de ser resolvido. O fato de acontecer sob a presidência de Barack Obama é revelador do quanto que essa é uma questão complexa e que a luta antirracista deve ser contínua e perdurará por muitos anos", afirma Thiago.

"Esses episódios possuem uma dimensão histórica não só do passado escravista dos Estados Unidos, como também, das leis segregacionistas estabelecidas ainda no século XIX e só revogadas na década de 1960, graças ao contexto de lutas do movimento pelos direitos civis dos negros nos EUA", conclui o historiador.

Publicidade

Ainda segundo Thiago Alberto, a vitória do ponto de vista da igualdade legal, não evitou que o racismo nas relações sociais cotidianas não fosse perpetuado e ainda seja uma marca forte nos EUA, como também é no Brasil. #Manifestação