O governo provincial da Zambézia (Moçambique) acaba de criar uma comissão para identificar o lugar melhor para a construção de um aterro sanitário para a deposição de resíduos sólidos urbanos recolhidos na cidade de Quelimane.

Em Moçambique não existe aterros sanitários em todas as províncias. O único que existe no país se localiza na capital, Maputo: o aterro industrial de Mavoco. Este tem como objetivo a deposição dos resíduos sólidos provenientes das indústrias.

A decisão de construir um aterro em Zambézia foi tomada no decurso dos trabalhos da quarta sessão do governo provincial. O porta-voz Boaventura Manhique disse que a criação da comissão para a identificação e parcelamento do espaço para a construção do aterro surge em resposta a uma preocupação apresentada nesse sentido pelo chefe da edilidade local.

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Em muitos casos, a deposição de resíduos sólidos é feita em geral em lixeiras a céu aberto, sem qualquer instalação técnica para reduzir impactos ambientais negativos e de ordem estética, perigando a saúde pública.

Com o crescimento da população e, consequentemente, do consumo, aumenta progressivamente a produção de resíduos sólidos e de locais para a sua deposição de forma não organizada. Neste contexto, o extinto Ministério para a Coordenação da Ação Ambiental, atual Ministério da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural, orientou todas as províncias do país para identificação de locais para a construção de aterros sanitários.

Para o caso da província da Zambézia, já foi identificado o local para a concretização da orientação, quando uma equipe de técnicos da Direção Provincial da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural deslocaram-se ao terreno no dia 5 de maio de 2015, para a realização da primeira reunião de auscultação comunitária.

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O objetivo deste encontro era informar a população da intenção da construção do aterro sanitário naquele local, ouvir o seu posicionamento, esclarecer algumas preocupações em relação a implantação desta infraestrutura, cujo início das obras está previsto para o presente ano de 2015.

A expectativa é que a construção deste aterro possa reduzir a criação de aterros abusivos na área e que possa solucionar parte dos problemas causados pelo excesso de lixo gerado nas grandes cidades da região. #Natureza