Há 129 anos, um protesto de trabalhadores em Chicago, Estados Unidos, deu origem ao Dia do #Trabalho. Até então, trabalhadores nem pensavam em exigir direitos, porém os 500 mil norte-americanos que foram às ruas e declararam uma greve geral, mudaram a história. Foi o início de uma nova era. Em 1919, o Senado francês declarou o dia 1º de maio feriado, em homenagem à #Manifestação de Chicago, ocorrida em 1886. O exemplo foi seguido pela Rússia, Suécia, Portugal e pela maioria dos países industrializados. No Brasil, comemora-se a data desde 1925.

1º de maio de 2015

Criada como homenagem e para comemorar conquistas dos trabalhadores, a data passou a servir também para protestar.

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E é o que se viu acontecer hoje em várias partes do mundo.

Itália: na principal cidade industrial do país, Milão, o alvo dos protestos foi a inauguração da Expo 2015. No centro da cidade, uma multidão entrou em conflitos violentos com a polícia. Quebraram vitrines e provocaram incêndios em carros e lixeiras, deixando um rastro de destruição no centro histórico. A polícia reagiu com gás lacrimogênio na tentativa de dispersar a população, que é contra o gasto de dinheiro público com o evento, num momento de austeridade que afeta os trabalhadores.

Grécia: com o maior índice de desemprego da Europa, 25,7%, e vivendo um período de grande pressão em relação ao pagamento da dívida do país, trabalhadores lotaram o centro de Atenas para protestar contra as medidas impostas pela União Europeia.

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Turquia: mais uma vez a Praça Taksim foi palco de manifestações em Istambul. Ruas do centro da cidade foram bloqueadas e estações de metrô fechadas, medidas que não impediram que muitas pessoas chegassem à praça, onde jogaram pedras e coquetéis molotov nos policiais, que contra-atacaram usando gás lacrimogêneo e jatos d'água.

Coreia do Sul: dezenas de milhares de manifestantes ameaçaram uma greve geral, caso o governo prossiga com o plano de reforma do mercado de trabalho.

Irã: pela primeira vez o país assiste a uma manifestação como a de hoje. Em Teerã milhares de operários exigiram melhores condições de trabalho.

No Brasil não houve violência. Em São Paulo, shows de vários artistas e até sorteio de carros, reuniram milhares de pessoas que ouviram Aécio Neves defender a terceirização. Em outro evento, o Ministro Miguel Rossetto e o ex Presidente Lula, discursaram contra.

Em Curitiba, manifestantes tingiram de vermelho o espelho d'água em frente ao Palácio do Governo, solidários com os professores em greve, que protagonizaram confrontos com a polícia em protesto que terminou com mais de 200 feridos durante a última semana.

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O tradicional pronunciamento da Presidente Dilma em rede nacional não aconteceu. Em três vídeos divulgados na internet, Dilma falou sobre a valorização do salário mínimo nos últimos treze anos, sobre a democracia e a legitimidade das manifestações e sobre o assunto em pauta no país, a terceirização do trabalho. Defendeu a importância da regulamentação dos terceirizados e os direitos conquistados. Finalizou dizendo: "O meu governo tem o compromisso de manter os direitos e as garantias dos trabalhadores". #Dilma Rousseff