Nesta sexta feira os Estados Unidos tiraram formalmente Cuba da lista de países que apoiam e financiam o #Terrorismo, como passo prévio ao restabelecimento das relações diplomáticas entre ambos os governos e que fora anunciado em dezembro do ano passado.

A retirada de Cuba dessa lista, publicada pelo governo americano, era um condição indispensável solicitada pela Havana para avançar no processo de reabertura das embaixadas nos dois países.

Um comunicado oficial do Departamento de Estado americano afirma que na atualidade Cuba cumprimenta com "os critérios legais" para a saída desse grupo. Porém expôs que ainda persistem muitas diferenças políticas com o Governo caribenho, embora estas não estejam relacionadas com os critérios de designação de um país como terrorista.

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O texto enfatiza no fato de que Cuba "não tem proporcionado nenhum tipo de apoio ao terrorismo internacional nos seis meses prévios", além do que o Governo cubano e o tem dado "garantias de que não dará apoio ao terrorismo internacional no futuro".

O Secretário de Estado, John Kerry, anunciou esta decisão depois que o Congresso não a revocara nos 45 dias estabelecidos a proposta apresentada pelo presidente Barack Obama de tirar Cuba da lista.

Obama teria enviado ao Congresso no dia 14 de abril um informe com os motivos desta proposição, alguns dias depois do encontro com o Presidente cubano, Raul Castro, na VII Cúpula das Américas no Panamá.

A inclusão de Cuba nesta "lista negra" tem impedido a execução de numerosas transações comerciais e financeiras da ilha com outros países, embora isto só vá melhorar completamente até que os Estados Unidos não elimine o embargo econômico que ainda tem sobre Cuba.

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Cuba entrou na lista de países que dão apoio e financiam o terrorismo em 1982, durante a Guerra Fria, quando o presidente americano Ronald Reagan acusava a Cuba de apoiar as guerrilhas da América Latina.

No dia 22 de Maio passado concluiu em Washington a quarta rodada de negociações entre os dois governos, com sinal positivo para o mutuo entendimento, depois de mais de 54 anos de distanciamento. #EUA