O novo acidente ocorrido em poucos dias no mar Mediterrâneo, traz à luz um problema que vem se desdobrando, geração a geração: o da constante migração humana em busca de melhores condições de vida ou fugindo de situações desumanas.

Ao longo da história, guerras, fome, perseguições religiosas, ideológicas, regimes de força, choques étnicos, tráfico humano, um sem número de motivos fazem os grupos humanos, desesperadamente ou pacificamente, por incentivo oficial ou sob violência, de forma espontânea ou sendo compelidos, a se deslocarem, reagrupando-se em outras terras.

Hoje, pela primeira vez, os negros africanos se movimentam de forma espontânea, por seu próprio interesse em direção ao Brasil.

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Da matriz formadora da raça brasileira, o branco europeu veio por vontade própria ou por degredo ou ainda, por incentivo oficial, o índio aborígene já aqui estava e o negro africano veio obrigado, como escravo.

Durante a Copa do Mundo recente, muitos habitantes de países da África entraram legalmente no Brasil e resolveram não retornar, por achar que aqui haveria boas oportunidades de trabalho. Em muitos casos, seu país de origem estava conflagrado em guerras político-tribais, o que aconselharia estes a não querer voltar.

No sul do Brasil, na região industrializada de colonização italiana, houve um aporte significativo de trabalhadores, originários de Gana, Nigéria, Senegal e Camarões, além de haitianos, estes últimos descendentes de negros africanos, que conseguiram ver aprovados seus pedidos de refúgio e conseguiram empregos na indústria, em condições muito mais favoráveis às que teriam em sua terra natal.

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Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Encantado, entre outras, formam uma Pequena Itália. Criou-se então uma situação insólita: inicialmente, muitos descendentes, cujos pais ou avos ali chegaram como imigrantes italianos, não viram com bons olhos esses novos imigrantes a ponto de manifestar veladamente seu desagrado.

Felizmente, os imigrantes africanos e haitianos receberam apoio e conclamação à sua aceitação pela pastoral da Igreja Católica, que abrigou muitos e colaborou bastante para o acolhimento e a aceitação desses novos moradores das cidades, havendo também muitas manifestações públicas, lembrando que os imigrantes de hoje nada tem de diferente dos que colonizaram a região. #Desemprego #Europa #Crise econômica

Repete-se o fenômeno acontecido no Mar Mediterrâneo onde a cada dia novas levas de imigrantes o cruzam em direção da Itália. Aqui, os imigrantes cruzaram o Atlântico e encontraram uma Pequena Itália. Felizmente estão sendo bem aceitos e segundo depoimentos de muitos deles, gostando muito do povo brasileiro.