Nem mesmo o Brasil conseguiu escapar deste fenômeno mundial, como atesta a frase: "Parece a guerra da borracha contra o café", afirmou em maio de 2014 o Governador do Acre pelo PT, Tião Viana, ao se referir ao Governador de São Paulo Geraldo Alckmin.

O que ocasionou críticas tão severas? Um intenso movimento migratório com o envio de centenas de imigrantes haitianos direto do Acre para a Zona do Glicério na região Central de São Paulo.

Com quem está a razão? É difícil saber quais dos dois políticos estão preocupados, de fato, com as condições humanitárias desses imigrantes haitianos, que se somam a milhares de outros no país e principalmente em São Paulo, como: angolanos, nigerianos, congoleses, bolivianos, sírios, etc.

Fato é, que as novas migrações têm novas direções, não só no Brasil, mas em escala mundial, causadas por pessoas que partem de países subdesenvolvidos para regiões mais ricas, ou seja, é uma verdade afirmar que tudo isto surge devido à grande diferença econômica entre os países, além, é obvio, de conflitos étnicos, religiosos e políticos que vem acontecendo nas últimas décadas, fomentando o fenômeno em escala global.

Já é comum se deparar com notícias na mídia em geral, de travessias mal sucedidas de navios sucateados e pequenas embarcações pelo Mediterrâneo, vindos da costa norte da África, sobretudo, durante o período atual, que naquela região geográfica do planeta há poucos ventos e tempestades, facilitando a navegação.

A Primavera Árabe com protestos, guerras civis e deposições de governos inteiros, que surgiu em 2010 e rapidamente se espalhou por toda a região do Magrebe - Saara Ocidental, Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia, Líbia, Egito, dentre outros países, envolvidos até hoje em conflitos internos maiores ou menores, fomentou o desespero em suas populações no sentido de buscar melhores condições de vida, trabalho e segurança.

É a velha premissa: os incomodados (no caso os menos afortunados) que se mudem.

Dados da imigração via Mediterrâneo

- 13.500 imigrantes foram resgatados entre janeiro e abril;

- 1.600 morreram durante as travessias ilegais em 2015;

- 35.000 imigrantes do norte da África entraram na #Europa em 2015;

- 218.000 imigrantes do norte da África entraram na Europa no ano passado;

- 3.500 morreram no Mediterrâneo no ano passado.

Fonte: ACNUR/ONU

Com a invasão principalmente dos EUA, seja na forma econômica, influência política direta em troca de favores de governos árabes corruptos e principalmente em ações bélicas, fomentou o crescimento de células autointituladas "mulçumanas" como Al-Qaeda e agora, mais recentemente, o #Estado Islâmico, que promove decapitações, cremações de homens vivos, escravismo sexual como forma de conversão religiosa e aliciamento de jovens de várias partes do mundo com ideais "libertários".

Tudo isto acabou incentivando o êxodo de nações milenares, que buscam salvar literalmente suas peles, estão aí exemplos como: Afeganistão, Paquistão, Síria, Iraque, Iêmen, etc.

Com uma Europa em recessão, que busca manter a sua União Europeia, aumentando a produção e diminuindo o desemprego, também tem seus filhos franceses, italianos, espanhóis, gregos, entre outros, buscando a sua sobrevivência.

Nem mesmo a América, que sempre se intitulou a guardiã dos direitos democráticos e de liberdade da humanidade, parece conseguir sair deste imbróglio global com características de um jogo de xadrez. Enquanto é aguardado quem dá o xeque-mate, milhares de vidas continuam a ser perdidas diariamente sem nenhum sentido. #Crise econômica