Na última quinta-feira (21), em uma batalha que durou 5 horas e deixou 500 mortos, os terroristas do Estado Islâmico (EI) conquistaram uma área protegida pelo ditador da Síria Bashar al-Assad. A cidade de Palmira, localizada em área estratégica na região central do país, fica a apenas 242 quilômetros da capital Damasco. Além disso, é rica em óleo e gás, o que deverá servir para financiar as atividades do grupo. A preocupação do ocidente com o avanço do IE fez com que os Estados Unidos e seus aliados realizassem neste sábado (23), 28 ataques aéreos sobre o Iraque e a Síria, na tentativa de recuperar Ramadi (Iraque, tomada há uma semana) e Palmira.

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Incluída na lista do Patrimônio da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), Palmira é considerada um dos berços da civilização e possui ruínas romanas que datam de mais de 2 mil anos. Um dos principais pontos turísticos do país, costumava receber milhares de turistas até 2011, quando começou a guerra. A possível destruição deste patrimônio é preocupação mundial, visto que o grupo terrorista já destruiu outras cidades com igual importância, como Hatra e Nimrud.

A mais temida organização terrorista da atualidade, teve origem no Iraque em 2003. Se chamava então Exército Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS). Hoje, domina cidades importantes dos dois países e quase metade do território sírio. Estima-se que cerca de 20% dos combatentes tenham sido recrutados principalmente na Europa, mas também nos EUA.

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Seriam cerca de dois mil ocidentais lutando com os terroristas.

Documentos do governo norte-americano mostram que já em 2012 era previsto o crescimento do #Estado Islâmico. Um relatório da Agencia de Inteligência da Defesa (AID), até agora classificado como secreto/sigiloso, que circulou amplamente entre órgãos como CIA e FBI, não tratava o grupo como organização inimiga, mas sim como "ativo estratégico dos EUA". Esta seria a confirmação oficial de que os governos ocidentais erraram ao considerar o então chamado ISIS como ferramenta a seu serviço, para fazer a mudança de regime na Síria.

Certamente o ocidente não contava com tamanho poder de combate e recrutamento.

De um lado ditaduras, de outro, o terror. O que restará para a população se não fugir, aumentando o contingente de refugiados que busca asilo na Europa? E o que se poderia chamar de sucesso das forças de coalizão, quando se sabe que vencer batalhas não termina com o fanatismo religioso, inserido profundamente na região e fortemente utilizado para alimentar a constante formação de grupos terroristas? Juntamente com o desejo de que a guerra acabe, há o temor do que poderá acontecer depois. #Terrorismo #Ataque