Passado o encanto inicial e perto de completar um mês desde a inauguração, a Expo de Milão começa a mostrar ao público algumas realidades difíceis de esconder ou camuflar até para os mais desinformados. Em um evento dedicado à cadeia alimentar, como não pensar em todos os pratos típicos oferecidos aos visitantes por cada um dos países participantes? Os sites oficiais não contam quanto custa comer em um dos restaurantes, mas não é difícil encontrar nas redes sociais e até nas notícias da imprensa tradicional, depoimentos de quem já visitou os pavilhões e deixou ali algumas dezenas de euros no desejo de experimentar algum prato exótico.

Logo nos primeiros dias de funcionamento da #Expo, uma nota fiscal do pavilhão japonês, mais precisamente do restaurante Minokichi, virou notícia: 220 euros (quase R$ 750) por pessoa.

Publicidade
Publicidade

Um exagero é verdade, mas comer dentro da Expo não vai te custar menos de €10,00 (isso no Basmathi, corner dedicado ao arroz do pavilhão indiano). E eis o Brasil batendo um bolão quando o assunto é o preço da comida. No pavilhão verde e amarelo, um dos mais visitados, com cerca 15 mil visitantes por dia, o cardápio Churrascaria custa, por pessoa, 45 euros (R$153). Por este valor, você poderá saborear salpicão de frango e maionese, arroz branco, feijoada, banana frita, vinagrete e o rodizio de carnes, com coxas de frango, lombinho de porco om queijo, linguiça costelinha de porco, picanha e abacaxi com canela.

Se 45 euros é muito, por € 22,00 (quase 75 reais) é possível experimentar o menu "Prato Brasil", composto por salpicão de frango, maionese, arroz branco, banana frita, linguiça, coxa de frango e picanha.

Publicidade

Mousse de maracujá, oito euros, o mesmo preço da cerveja brasileira e para beber uma caipirinha, você vai ter que desembolsar outros € 10,00. O menu do pavilhão brasileiro foi fotografado pelo site Zomato que também fez um mapa de mais de 180 restaurante presentes na Expo de Milão além de um app para ajudar a se localizar dentro da imensidão de sabores presentes no evento.

Melhor não se iludir, quase impossível encontrar degustações grátis dentro da Expo. O pavilhão da Suíça pretendia conscientizar os visitantes sobre importância de consumir pensando no futuro. Uma quantidade limitada de água, maças desidratadas, café e sal deveria bastar para presentear todos os visitantes nos seis meses de Expo. Isso se cada visitante fosse consciente na hora de se servir, deixando sempre algo para quem vem depois. O resultado? Três semanas depois da abertura, água e maçãs estão esgotados e o café e o sal, no fim. Os suíços avisam: não vai ter reposição. #Negócios #Turismo