O mundo ficou chocado neste domingo (24) após a revelação da rede de televisão estatal síria anunciar que integrantes do #Estado Islâmico assassinaram cerca de 400 pessoas, dentre elas mulheres e crianças na sua maioria. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos cerca de 300 soldados foram mortos e algumas pessoas foram decapitadas, contudo, não se sabe o número exato de mortes nesta ação.

A barbárie ocorreu na cidade antiga, Palmira, na Síria, conhecida em árabe por Tadmur. O grupo extremista assumiu o controle da localidade na quarta-feira (20), na qual possui cerca de 50 mil habitantes.

No sábado (23) a bandeira do grupo extremista foi erguida numa antiga cidadela na cidade histórica, demonstrando o domínio dos terroristas na localidade.

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A bandeira tinha como legenda "A cidadela de Tadmur está sob o controle do Califado".

A informação da chacina foi feita por moradores locais e foi confirmada por ativistas em redes sociais, que afirmaram que os corpos das pessoas assassinadas se encontram nas ruas de Tadmur.

Segundo a rede estatal de notícias Sírias "Os terroristas mataram mais de 400 pessoas... mutilaram os corpos com a justificativa de que eles cooperavam com o governo e não seguiam as ordens".

Entre os mortos estão funcionários do governo, incluindo chefes de enfermaria e suas famílias. Segundo combatentes do EI eles estariam cooperando com o governo e agindo contra as ordens da milícia, que hoje atua na cidade.

Um vídeo foi publicado por combatentes do grupo islâmico, onde mostra uma invasão de porta em porta de prédios, na busca por pessoas próximas do governo e soldados.

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Fotos do presidente Bashar Al-Assad são destruídas por todos os locais invadidos pelo grupo extremista.

Outro confronto também ocorreu no noroeste da Síria, só que desta vez foram bombardeios aéreos do exército sírio, matando cerca de 300 e ferindo outras centenas de insurgentes. Segundo divulgado pela TV estatal, o objetivo do ataque era libertar soldados que estariam refugiados em um hospital desde abril, sendo libertados na sexta-feira (22). #Terrorismo