A escravidão acabou ou não? Se você respondeu sim, procure revisar os seus conceitos e olhar um pouco mais detidamente à sua volta. Pode ser que nos moldes tradicionais, escravos com mãos e pés acorrentados, ela não aconteça. A "civilização" deu uma polida e a transformou em algo mais sutil.

Se você respondeu que a escravidão não acabou, nem no Brasil e nem em todo o resto do mundo, está mais próximo de uma pessoa que enxerga um pouco além dos múltiplos véus com os quais a realidade é escondida.

A escravidão agora é oficial. Ela veste colarinho branco. Ela tem sapatos lustrosos e polainas nos locais mais tradicionais.

Publicidade
Publicidade

Ela se tornou oficial nas leis trabalhistas, a qual ainda se tenta eliminar, em benefício de um neoliberalismo paralisante. Ele quer dar fatias cada vez maiores do bolo, para aqueles que já têm demais. Ela é visível nos baixos salários pagos pelo mundo afora por mão de obra barata e que trabalha dezoito horas por dia.

Gritar "libertas quae sera tamem - a liberdade ainda que tardia" ainda se mostra aplicável em diversos rincões deste país e por extensão em todo o mundo. Reduzir alguém à condição de escravo é considerado crime, mas para bons observadores, estas situações ainda ocorrem, mesmo nos dias atuais.

Dos países asiáticos estes gritos chegam fortes. Dos países africanos estes gritos chegam doloridos. De todos os lugares apelos provam que a escravidão ainda é um problema social.

Publicidade

A abolição da escravatura está mais para que a ela seja aplicada a frase - para inglês ver - utilizada para coisas que são realidade apenas no papel. Isabel que nos perdoe. A intenção parece ter sido boa, mas a realidade mostra uma verdade diferente.

A cada dia que passa a escravidão recrudesce e sob formas cada vez mais sutis. A pergunta vale como uma chamada à reflexão. Uma década transcorre desde que foi divulgado o relatório da OIT - Organização Internacional do #Trabalho, onde se lia que havia 12 milhões de pessoas em todo o mundo em condições de trabalho escravo e, cerca de 40 a 50% eram crianças. #Opinião