Nessa sexta-feira (26), com diferença de horas e em três continentes diferentes, militantes do Estado Islâmico realizaram ataques que mataram dezenas de civis, deixando a população horrorizada e levantando questões espinhosas sobre a natureza evolutiva do #Terrorismo internacional do grupo.

Na França, um homem invadiu uma fábrica de produtos químicos, propriedade norte-americana, decapitando uma pessoa e aparentemente tentando explodir a instalação. Na Tunísia, um pistoleiro tirou um rifle de assalto de um guarda-sol e matou pelo menos 38 pessoas em um resort à beira-mar. E no Kuwait, um homem-bomba se explodiu dentro de uma mesquita durante as orações comunitárias, matando pelo menos 25 fiéis xiitas.

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O grupo Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos ataques na Tunísia e Kuwait, de acordo com declarações no Twitter. Mas quase não importava para implicações globais do terrorismo se os três ataques foram coordenados ou não. Cada um de forma diferente sublinhou as dificuldades de antecipar ameaças e proteger os civis de ações terroristas de pequena escala, seja em uma mesquita, no trabalho ou na praia.

Os Estados Unidos já matou líderes da Al Qaeda no Afeganistão, Iêmen e em outros lugares, mas o grupo tem mantido uma série de filiais e fundiram-se em insurgências locais. O Estado Islâmico, também conhecido como ISIS ou ISIL, tem trabalhado em dois níveis, buscando construir seu califado autodeclarado no território capturado no Iraque e na Síria, enquanto incita ataques no exterior.

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Enquanto as autoridades dos três países investigam os ataques, se observa que líderes do Estado Islâmico têm apelado repetidamente para simpatizantes que se propõe a matar e semear o caos. No início desta semana, o porta-voz do Estado Islâmico, Abu Mohammed al-Adnani, cumprimentou seguidores do grupo pelo Ramadã, dizendo-lhes que os atos durante o mês sagrado muçulmano ganharia maior recompensa no céu.

Alguns analistas especulam que os ataques tenham sido programados para marcar o primeiro aniversário da declaração do califado no EI. Mesmo se isso não for o caso, um site que monitora a propaganda extremista disse que os ataques inspiraram "festa em contas do Twitter de combatentes jihadistas e simpatizantes do Estado islâmico". #Europa #Crise