Líderes do grupo terrorista #Estado Islâmico (EI) anunciaram a organização de um concurso de memorização de trechos do Alcorão, a ser realizado durante o Ramadã, que representa o mês sagrado para os seguidores do islamismo. Os jihadistas entendem que este é o período ideal para ser feito este tipo de atividade, já que o extremismo religioso atinge o ápice.

No mês que ocorre o Ramadã, ler o Alcorão é uma grande tradição cultivada pelos adeptos do islamismo. Na teoria, os tópicos a serem escolhidos para o concurso serão os mais violentos de todo o livro. O "jogo" foi anunciado no início do mês sagrado pelo departamento de mesquitas da localidade de Al-Baraka, na Síria.

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Líderes religiosos responsáveis por quatro mesquitas localizadas dentro do território dominado pelo Estado Islâmico devem ser procurados pelos terroristas que tenham o interesse em participar do "evento". Os três primeiros colocados da competição receberão suas escravas sexuais no primeiro dia do chamado Eid el-Fitr - celebração que marca o encerramento do Ramadã. Os participantes que terminarem entre a quarta e a décima posição receberão cerca de R$ 1.400.

Segundo informações divulgadas pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, 300 meninas Yazidis foram sequestradas por combatentes do Estado Islâmico no Iraque no final de 2014. O EI persegue esse grupo étnico. Outros relatos dão conta de que muitas garotas encontradas em território sírio foram vendidas para os jihadistas por cerca de R$ 3.000.

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O envolvimento entre sexo, meninas e Alcorão não é novidade para o Estado Islâmico. Recentemente, notícias indicavam que soldados do grupo obrigavam as garotas a recitarem trechos do livro enquanto eram violentamente estupradas. Segundo a crença religiosa fervorosamente seguida pelos fanáticos islâmicos, o profeta Maomé "recebeu" o livro sagrado durante esse mês.

Enquanto isso, um ataque que deixou no mínimo 25 mortos em uma mesquita do Kuwait foi reivindicado, nesta sexta-feira (26), pelo Estado Islâmico - que parece cada vez menos disposto a impor limites para a crueldade. #Terrorismo