Em decisão histórica, a Suprema Corte americana, numa votação apertada (5 votos a 4), decidiu que a 14ª Emenda à Constituição, que trata da igualdade de todos os cidadãos perante a lei, se aplica ao reconhecimento do casamento igualitário, isto é, entre pessoas do mesmo sexo. Este 26 de junho representa um final feliz para mais uma etapa da luta de homens e mulheres homossexuais americanos pelo reconhecimento e vem pôr um término à demanda do militante gay Jim Obergefell, que, desde 2013, vinha lutando pelo reconhecimento ao seu direito de declarar-se oficialmente viúvo de John Arthur, com que vivera durante 21 anos, e a ter seu nome incluído como marido na certidão de óbito do companheiro.

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A "vitória do amor", como a ela se referiu o Presidente Barack Obama, foi comemorada por centenas de pessoas em frente ao tribunal, e por milhares de homossexuais e simpatizantes nos Estados Unidos e no mundo inteiro, causando milhões de manifestações contra e, sobretudo, a favor nas redes sociais. A decisão da instância máxima da Justiça norte-americana veio ao encontro das últimas pesquisas de opinião nos #EUA, em que cerca de 60% da população aprovava o casamento igualitário. Até então, somente 36 estados e o Distrito de Columbia (onde se localiza a capital, Washington) havia legalizado o chamado casamento gay. A determinação da Suprema Corte vai fazer com que os 24 estados restantes sigam a orientação do tribunal quanto à oficialização da união homossexual.

Onde tudo começou

Há 46 anos, um pequeno bar, o Sonewall Inn, localizado no bairro boêmio do Village, em Nova York, foi palco de uma verdadeira batalha de homens gays, lésbicas, e drag queens contra a polícia que, então, movia uma verdadeira guerra e perseguição aos homossexuais.

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Atualmente, o histórico bar constitui patrimônio da cidade e o ano de 1969 é considerado o marco inicial da luta da comunidade LGBT por direitos civis. Para a militância gay, entretanto, a decisão da Suprema Corte representa apenas mais um passo: a luta continua. #Família #História