Grandes autoridades devem tomar cuidado com suas declarações. Elas devem ser pensadas e repensadas. O seu efeito pode ser amplificado. Quando são mal compreendidas, elas podem causar problemas diplomáticos internacionais, mal-estar político e até provocar variações no mercado financeiro. Foi o que aconteceu recentemente com declarações atribuídas a Obama, o líder da maior potência mundial. Este não é um fato isolado e já aconteceu em diferentes ocasiões.

Ele teria afirmado que o dólar forte foi o culpado por algumas crises financeiras internacionais. A notícia logo chegou ao mercado financeiro e afetou as bolsas mundiais.

Publicidade
Publicidade

Nada pior do que rumores provenientes de uma reunião, onde o assunto tratado era a recuperação da economia mundial. As variações do dólar procuram ajustar a economia das grandes potências e podem provocar situações desagradáveis para os países não desenvolvidos e em desenvolvimento.

A notícia foi dada pela Bloomberg, uma agência de notícias financeiras e operacionais em todo o mundo com sede em Nova York e que têm influência sobre os negócios e bolsas mundiais. A informação partiu de uma das autoridades francesas, participantes da recente reunião do G7 (o grupo das sete maiores potências industriais). Assim que a notícia chegou à Casa Branca foi imediatamente refutada. Um oficial sênior desmentiu a declaração, mas a rapidez da reação não foi suficiente.

Qual foi a primeira reação? Acertou quem apontou que o dólar deve ter caído.

Publicidade

Ele foi desvalorizado em relação ao iene (a moeda japonesa) e ao euro (a moeda europeia unificada). A recuperação somente ocorreu com a publicação do relatório Bloomberg, que confirmou o desmentido, tranquilizou o mercado e provocou a recuperação da moeda americana.

Na reunião estavam presentes os líderes dos Estados Unidos, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Canadá. As discussões irão girar em torno de reformas estruturais e na política monetária para promover o crescimento em um nível mundial. Na agenda também estão previstas considerações sobre a redução da poluição em nível mundial. #União Europeia #Finança