As manchetes um atentado tido como racista. Tudo ocorreu na quarta-feira desta semana em uma igreja em Charleston. Um jovem tresloucado iniciou uma série de disparos que vitimaram nove pessoas. O próprio autor declarou motivos racistas. O fato é contestado por candidatos à sucessão de Obama, entre eles o controvertido Jeb Bush, parente de dois ex-presidentes americanos.

Dylann Roof admitiu que matou nove pessoas em uma igreja da comunidade negra e revelou o desejo de iniciar uma "guerra racial". As vítimas eram afro-americanas. O autor está detido. Sua frieza ficou demonstrada durante a audição da ordenação da prisão sem direito à fiança.

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A previsão é que para ele seja solicitada a pena de morte, autorizada no Estado de Carolina do Sul, conforme declarações de sua mandatária máxima, a governadora Mikki Halley.

O presidente Obama aceita a argumentação de racismo. Na sexta-feira em pronunciamento ele assegurou que: "o país necessita de uma mudança de atitude e um maior controle na venda de armas". Fato contra o qual já foram feitas diversas investidas sem sucesso. Em outro pronunciamento em São Francisco o presidente reafirmou que: "Temos que conversar sobre vendas de armas e corrigir as distorções que permitem o porte por pessoas não qualificadas".

O assunto virou tema de propaganda eleitoral, o que talvez tenha motivado o controvertido político Jeb Bush a fazer uma declaração que contraria a própria confissão do autor.

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Ele desqualifica o #Crime de ódio e racismo, imputando a razão para uma questão de perseguição católica. Qual a sua pretensão com esta declaração? Outro presidenciável considera que o acidente foi provocado por drogas (declarações de Rick Perry). Talvez isto esteja ocorrendo porque há correntes políticas que querem eliminar este fator das eleições e também lutar pelo direito ao porte de armas, como ele está assegurado na constituição americana.

Hillary parece ter sido a que melhor aproveitou a tragédia e revelou comedimento em suas declarações: "... é necessária uma discussão franca neste país sobre racismo, ódio e armas". O assunto ainda deverá gerar trocas de farpas entre os candidatos, sendo este considerado o principal fundo da negativa de conflito racial, efetuado pelos opositores do presidente Obama. Por trás de todas estas discussões se reafirma a força dos lobbies da indústria de armas.