A agência estatal chinesa de notícias, Xinhua, relatou um naufrágio no Rio Yangtze, na província chinesa de Hubei, na noite desta segunda-feira, dia 1º de junho, com cerca de 458 pessoas a bordo, sendo que 406 eram passageiros, 5 operadores turísticos e 47 membros da tripulação.

A maioria dos passageiros tinham idade entre 50 e 80 anos e estavam viajando em excursão de grupo. Não se sabe ao certo quantas pessoas já foram resgatadas, pelo menos 12, segundo a agência chinesa, entre elas estão o capitão e o engenheiro da embarcação, que já foram detidos para interrogatório. Barulhos advindos do casco podem sugerir a existência de mais sobreviventes.

Publicidade
Publicidade

De acordo com a Xinhua, as autoridades só souberam do desastre depois de que sobreviventes nadaram para a terra e fizeram os primeiros alertas de pedido de socorro.

O navio seguia da província de Nanjing para a província de Chongqing, naufragando na segunda-feira, por volta das 21:28 (10:28 horário de Brasília), depois de ter sido atingido por fortes ventos de 130 quilômetros por hora. Segundo o jornal Hubei Daily há probabilidade do barco ter atingido por um tornado. O navio está virado, com apenas o casco aparecendo na superfície da água.

O capitão e o engenheiro-chefe foram interrogados separadamente pela polícia local, ambos afirmaram terem sido subitamente surpreendidos e atingidos por um tornado. Segundo o New York Times, em chinês, o termo tornado, longjuanfeng, é usado mais livremente do que os americanos usam o seu equivalente em inglês.

Publicidade

Relata que um jornal chinês informou que um "furacão", com ventos de cerca de 50 milhas por hora, teriam atingido a área no momento do incidente.

O navio é de propriedade de uma empresa que opera passeios na região. O acidente ocorreu no curso médio do rio Yangtze, que percorre cerca de 6.300 km do país.

Mais de 3.000 pessoas estão envolvidas no esforço de resgate, são cerca de 150 barcos, incluindo cerca de 100 navios de pesca. Este já considerado um dos piores desastres marítimos de passageiros no leste da Ásia. #China