Quando a Guerra do Vietnã, vencida pelos comunistas, seifou mais de um milhão de vidas, destruindo em absoluto uma nação, tornando-a pobre, analfabeta e agrária, seria complicado imaginar que quase 40 anos depois esse mesmo país se tornaria referência em #Educação. Os ótimos índices em recentes avaliações internacionais, como a última prova do Pisa (Programa para a avaliação internacional de alunos) trouxeram, com justiça, os olhos do mundo todo para o método educacional aplicado no Vietnã.

Se dentro da sala de aula as coisas vão muito bem, fora dela é que está o grande desafio. Nas últimas duas décadas, o crescimento econômico de 7% por ano trouxe uma parcela bem maior da população que vivia nas zonas rurais para a cidade, em um êxodo natural devido à urbanização e às maiores oportunidades em indústrias e serviços gerais.

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A pobreza diminuiu. Em 1993, 58% da população do Vietnã era pobre. Hoje, não passa de 10%.

O ressurgimento e a solidificação de uma nação machucada no passado acabou por apresentar uma face negativa justo naquela que é a sua principal virtude. Ainda que inspirador, o sistema educacional vietmanita sofre na busca por alternativas para incluir jovens que ainda não estão nas escolas. Apenas 60% dos jovens até 15 anos estudam.

A inclusão da totalidade dos jovens na escola significará ganhos exponenciais no futuro. Segundo pesquisa divulgada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país poderá triplicar o seu Produto Interno Bruto (PIB) até 2095 caso todas as crianças estiverem na escola e se todos adquirirem conhecimentos em ciências e matemática até 2030. 

Autor de um estudo que aborda o mercado de trabalho do país asiático, o economista inglês Christian Bodewig conclui que o investimento na educação reflete diretamente nos indicadores favoráveis da economia local: “Observa-se que a busca constante do Vietnã em possibilitar o acesso à educação, ainda que primária, para todos e garantir a qualidade atráves de mínimos padrões tem sido o motor de sua economia”, destaca.

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#Governo