A sexta-feira (26) foi sacudida pelas notícias de novos atentados terroristas. Desta vez, em três países de três continentes: Europa, África e Ásia.

Há poucos dias, um porta-voz do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) convocou seus militantes a realizarem ataques durante o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, pedindo que fizessem deste, um mês "trágico para os infiéis". Ainda assim, o Departamento de Estado dos Estados Unidos não acredita que os atentados tenham sido coordenados.

Em Saint-Quentin Fallavier, cidade que fica nos arredores de Lyon, França, um homem usando um carro que tinha permissão para entrar na empresa do grupo Air Products, uma usina de gás, causou a explosão que feriu duas pessoas.

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Em seguida, uma terceira pessoa foi encontrada decapitada, com a cabeça coberta com um pano que continha inscrições em árabe. O Presidente da França, François Hollande, considerou que o ataque foi mesmo terrorista e aumentou o alerta de segurança para o máximo em toda a região. Três suspeitos foram detidos. O principal deles, Yassim Salhi, mora nas proximidades de Lyon. De 2006 a 2008, ele foi acompanhado pela polícia francesa por suspeita de ter vínculos com grupos ultraconservadores. O homem decapitado teria sido chefe de Yassim. Sua esposa, também detida, negou ter qualquer conhecimento de envolvimento do marido com o #Terrorismo.

Na Tunísia, o atentado foi na famosa praia de Sousse, um dos destinos preferidos dos britânicos e europeus nesta época do ano. Com o início da temporada de verão, o Hotel Imperial Marhaba estava lotado.

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Um homem, vestido como se fosse mais um turista, escondeu um fuzil dentro do guarda-sol e disparou contra as pessoas que estavam na praia que fica em frente ao hotel. Autoridades afirmam que o terrorista foi morto no local. Morreram 37 pessoas, a maioria turistas de acordo com informações do Ministério da Saúde local. Outras 36 pessoas ficaram feridas.

No Kuait, o ataque que aconteceu na mesquita xiita chamada Al Imam Al Sadeq, durante as orações da sexta-feira, deixou quase três dezenas de mortos e mais de 200 feridos. Pouco depois, o grupo terrorista #Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria deste atentado.

O secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, condenou os ataques, exigindo que os culpados sejam levados à justiça.

A atuação do Estado Islâmico nos ataques ocorridos na França e na Tunísia não foi assumida pelo grupo, mas certamente foi incentivada. A decapitação, forma de assassinato praticada e divulgada pelo grupo, parece ter inspirado o terrorista francês. Durante o Ramadã, o risco de novos ataques deve ser considerado motivo de alerta total pelas autoridades mundiais.