Os gregos vivem seu pior momento em muitas décadas. As tragédias gregas tão comuns em tempos que antecederam a era cristã, estão de volta com outros contornos, personagens reais, porém continua um drama. Na iminência de dar um calote no FMI ( Fundo Monetário Internacional ) e sair da zona do Euro, os gregos fizeram, no fim de semana, uma corrida frenética aos bancos, que mais lembra aquelas que deram origem às maratonas. O resultado foi um saque de € 1,3 bilhões, desabastecimento dos caixas eletrônicos e o fechamento de bancos e bolsas de valores por seis dias, só reabrindo na terça feira da semana que vem, dia 7 de julho. Além disso, os saques nos caixas eletrônicos estão limitados a € 60, cerca de R$ 220,00, por dia.

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Essas medidas extremas adotadas pelo governo, tem como objetivo evitar o colapso das instituições financeiras.

O mundo está sendo atingido fortemente com a crise na Grécia e os mercados financeiros despencaram nesta segunda feira, na Europa e na Ásia. Os índices das principais ações europeias tem a pior queda desde o final de 2011. As ações da região Ásia - Pacífico também caíram, significativamente, levando apreensão a todos os países da região. Não foi diferente com o preço do petróleo que recuou mais de U$ 1 por barril. Um terremoto abala as bolsas de valores ao redor do mundo que, provavelmente, não se recuperam até uma posição definitiva quanto ao destino da Grécia, que convocou seus cidadãos a participarem de um referendo, no domingo.

Domingo, a população vai às urnas para dizer se aprova ou não a proposta dos credores internacionais que, em troca de um empréstimo de € 12 bilhões exigem duras reformas que incluem aumento de impostos e corte nas aposentadorias.

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O país depende de empréstimos de outros países europeus para conseguir pagar o valor de € 1,6 bilhão ao FMI, até terça feira (30), porém como o primeiro-ministro agendou o referendo só para o dia 5, não haverá dinheiro em caixa para honrar o compromisso e a Grécia deverá deixar o bloco europeu.

O primeiro-ministro Alexis Tsipra culpa os parceiros europeus e o Banco Central Europeu por ser forçado a fazer o referendo e diz que não vai desistir de sua decisão. Tsipra parece estar sozinho. Os oposicionistas do governo, liderados por Antónis Samarás pedem que ele recue e não realize o referendo. Segundo o portal G1, especialistas afirmam que a saída da Grécia da zona do euro, poderia traçar um futuro nefasto para o país.

Como a #Crise grega começou? Gastos públicos excessivos, salário do funcionalismo dobrando, empréstimos volumosos, dívidas crescentes, arrecadação em baixa, pela evasão de impostos. Esse descontrole do governo, na última década, foi o cenário para uma dívida atual de € 320 bilhões, cerca de R$ 1 trilhão. Com isso, o governo grego ultrapassou o limite estabelecido para que um país faça parte da zona do euro, ou seja, dívida com limite máximo de 60 % do PIB. #União Europeia