Nós brasileiros já conhecemos essa história. Nós já sofremos na mão do FMI - Fundo Monetário Internacional. Nossos bancos já fecharam em feriados criados para impedir que as pessoas efetivassem o que lhes era de direito. Nossas poupanças já foram confiscadas. Os autores estão aí, no Congresso zombando de tudo e de todos e participando de novas maracutaias. Exatamente por já termos vivenciado tudo isto, para nós é mais fácil compreender o que está acontecendo na Europa.

A debacle teve início na sexta-feira, dia 26 de junho. Foi quando as conversações entre a Grécia e seus credores não chegaram a um bom termo. O primeiro-ministro Alexis Tsipras anunciou, então, o referendo popular.

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Ele não chegou a ser efetivado. O medo de seu resultado e das consequências não somente políticas, mas econômicas, que poderiam acontecer eram grandes. Jean- Claude Juncker, o presidente do eurogrupo, soube da decisão. Mas ela não levou os credores a aceitar o pedido de adiamento. O que aconteceria até a nova data para efetivação do referendo. Ele será realizado em 5 de julho, com uma proposta modificada. A proposta não mais envolve questões sobre a adesão do Euro da Grécia. O resultado esperado é que o povo grego vote "sim", mais uma vez com medo das consequências.

Hás radicalização entre as partes. Ela representa uma situação atual que não é boa para nenhum dos lados. Nem para os credores, com o calote e nem para a Grécia, excluída da zona do Euro. Há necessidade de uma solução diplomática, onde vale a máxima que mais vale um mau acordo que uma boa pendenga judicial.

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Este acordo traria resultados mais amplos. Eles estariam voltados para um novo começo. A proposta é recuperar a situação de emprego para alavancar o crescimento no país. Da forma como foi discutido e aprovado no colégio de Comissários em 24 de junho. O processo seria retomado após a Grécia reconsiderar a decisão unilateral de abandonar o processo, tomada no dia 26 de junho. O último passo da questão ocorreu 28 de junho, com o pedido de um novo referendo. A decisão surpreendeu a Europa.

Agências internacionais indicam que não há um ponto de apoio firme que permita antever o fim da crise. Elas consideram que os órgãos de mídia escrita e falada estão baseados em uma série de vazamentos fornecido por "fontes anônimas acreditadas". Elas não confirmam qualquer medida e há muitos boatos envolvidos. Há uma "blindagem" aparente. Assim, os bancos permanecem fechados, os gregos correm aos caixas eletrônicos e, nesta terça-feira, o mercado continua aguardando uma solução para a crise grega. Algo que não penalize os gregos e europeus, com resultados de decisões incorretas tomadas pelos políticos. #Reforma política