Envolvido no mais recente caso de espionagem dos Estados Unidos, as autoridades do Japão ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as notícias divulgadas nesta sexta-feira, dia 31, de que a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) monitorou ligações telefônicas e documentos de 35 “alvos secretos” do país, como divulgou o Wikileaks.

O país asiático não é o primeiro a passar por esta situação. Recentemente, o site fundado pelo australiano Julian Assange também divulgou relatórios que mostravam que os #EUA realizaram espionagem em países como a Alemanha, a França e o Brasil. As revelações caíram como uma bomba nas relações diplomáticas dos norte-americanos com esses países, gerando mal-estar entre os chefes de Estado e especulações sobre as ações bilaterais.

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No caso brasileiro, a presidente Dilma Rousseff chegou a cancelar uma viagem oficial que faria aos Estados Unidos em 2013, o que foi considerado como uma reação ao caso de espionagem. As relações entre os dois países só foi normalizada em junho deste ano, quando a presidente realizou a viagem a Washington e se encontrou com o presidente Barack Obama.

Apesar do Japão ainda não ter se pronunciado sobre o caso, é certo que a revelação da espionagem deve causar um estremecimento na relação diplomática entre os dois países, aliados deste o fim da segunda guerra mundial.

 

Possíveis consequências diplomáticas

Considerada uma das principais entidades sobre temas de política internacional, a Chatham House, sediada em Londres, acredita que o caso abalará o governo japonês.

“A sensação de que o governo japonês está sendo deixado de lado em favor de outros aliados vai causar dor, e não vai ser algo que o primeiro-ministro conseguirá se desviar facilmente”, disse o representante John Swenson-Wright, em entrevista ao Japan Times.

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Especialista na política de defesa japonesa e morador do país asiático, James Simpson também acredita que o caso trará consequências diplomáticas importantes para a relação bilateral entre os países. “O Japão ficará horrorizado em ver as notícias sobre o vazamento entrando em domínio público”, afirmou. #Mídia #Crise