Após o acordo nuclear firmado na última terça-feira (14) entre o Irã e as maiores potências mundiais, reabrem as portas da economia mundial para o país que estava sob embargo da Organização das Nações Unidas (ONU), Estados Unidos e União Europeia (UE). 

As sansões econômicas impostas ao Irã nos últimos anos o deixou à margem da economia mundial, impossibilitando transações junto ao comércio internacional, o que teve um forte impacto negativo fazendo com que sua economia se retraísse, principalmente por se tratar de um país que sempre teve grandes gastos com programas sociais, subsídios e envio de dinheiro para grupos e governos aliados.

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Irã pode se tornar parceiro comercial para o Brasil

As sansões devem ser retiradas a partir de 2016. Assim, as entidades e indivíduos do Irã terão a permissão para executar as transações financeiras com o resto do mundo. O Irã vai retomar o crédito para exportação e importação, assim como serão bem vindos investimentos no setor petroleiro, e acordos comerciais para venda de bens e serviços para a indústria automotiva, que deve crescer muito nos próximos anos.

O Irã vem recebendo investidores desde o início das negociações para o acordo nuclear, uma vez que existe um mercado de 77 milhões de consumidores, sendo a maioria com alto índice de instrução, ávidos por tecnologia e serviços. Desta forma, o mundo enxerga boas possibilidades e já bate as portas do país. Com a abertura da economia, Teerã também ganha força no Oriente Médio e certamente vai passar a interferir nas tomadas de decisão por causa dos constantes conflitos da região, o que não é bem visto por Israel.

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Com o fim das sansões o Irã já pode ter em ativos de seus cidadãos e empresas cerca de US$ 100 bilhões, o que equivale a um quarto de sua economia. Para José Augusto de Castro, presidente da Associação do Comércio Exterior, o Irã deve ser tornar um dos grandes superavit comerciais do Brasil. A relação comercial entre o Brasil e Irã sempre existiu, porém, devido às sansões impostas era preciso fazer um grande esforço para que um banco aceitasse o 'Risco Irã'.

Resta ao mundo torcer para que depois da retirada das sansões o Irã possa crescer e contribuir para a paz no Oriente Médio. #Finança #Crise econômica