Um ataque com drone coordenado pelos #EUA matou Hafiz Saeed Khan, ex-membro talibã que era apontado como líder do #Estado Islâmico (EI) no território do Afeganistão. A ofensiva também tirou a vida de outros 30 extremistas na região de Achin, ao leste do país. A agência de inteligência afegã divulgou mais informações do ataque liderado pelos norte-americanos:

"Diante de buscas e observações feitas pela inteligência, a localização de representantes do exército do Estado Islâmico foi encontrada com as forças da coalização internacional que lideraram ofensiva aérea", ressalta a agência.

Segundo os EUA, o terrorista Saeed Khan também difundia as ações do grupo no Paquistão.

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Ele não era o único terrorista procurado pelo país norte-americano. São oferecidos US$ 10 milhões para quem encontrar a liderança do grupo paquistanês Jamaat-ut-Dawa, que coordenou um atentado em Muambi, que matou 164 pessoas, em 2008.

Os EUA têm liderado a chamada "coalização internacional", que reúne diversas nações em busca de conter o avanço do autodenominado Estado Islâmico, que segue ganhando terreno na Síria e em partes do Iraque. Estima-se que o alcance financeiro anual do grupo gire em torno de US$ 2 bilhões.

No mesmo passo, as lideranças norte-americanas temem que outros talibãs sigam antigos ex-comandantes do grupo e migrem para o Estado Islâmico. O avanço do EI, no Afeganistão, tem substituído cada vez mais a ação do grupo Talibã. Ashraf Ghani, presidente afegão, tem alertado os talibãs a intensificarem os combates contra os extremistas.

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No final de junho, o EI conquistou importantes territórios afegãos, ampliando sua presença no país asiático. Militantes vinculados ao grupo tomaram oito dos 21 distritos da província de Nargarhar, no leste.

A preocupação dos EUA e dos demais países, como a França, que formam a coalizão internacional faz sentido. O Estado Islâmico tem trabalhado também com o intuito de ampliar o seu raio de atuação e ramificar suas atividades em outras regiões. Dessa forma, a organização terrorista busca criar células em países diversos como Tunísia, Líbia e o próprio Afeganistão, além da região norte do Egito. #Terrorismo