A Agência Efe divulgou sábado (18) levantamento sobre a explosão de um caminhão-bomba na capital do Iraque, Bagdá. A explosão aconteceu em um mercado da região de Khan Beni Saad, nordeste da cidade. A agência divulgou que pelo menos 97 pessoas morreram e mais 130 pessoas ficaram feridas. Há ainda pelo menos 20 desaparecidos. Acredita-se que os corpos tenham se desintegrado na explosão. No momento do ataque terrorista, o mercado estava lotado.

E ainda houve prejuízo material, já que 70 automóveis ficaram carbonizados e 50 lojas ficaram totalmente destruídas. A explosão foi tão forte que abriu uma imensa cratera no chão.

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Na noite de sexta-feira o Estado Islâmico reivindicou o ataque. Isso foi feito por meio de sua conta no Twitter. O atentado foi feito por um suicida do Irã, que estava dentro de um carro com três toneladas de explosivos dentro. 

Um profissional de segurança da cidade afirmou à agência que noticiou o ataque que grande parte dos mortos eram civis. No momento, eles estavam fazendo compras no mercado, que costuma ser movimentado durante essa época do ano por ser final do mês sagrado do Ramadã.

As autoridades da cidade montaram comissão para investigar como o caminhão-bomba chegou até o mercado, já que Bagdá adotou medidas de segurança mais rígidas devido ao encerramento do Ramadã e da festa religiosa do Eid al-Fitr.

O governador da província interrompeu as celebrações do Eid al-Fitr e ainda declarou três dias de luto no local.

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Agora, a segurança da província foi reforçada, já que as famílias costumam ir para parques, mercados e praças, principalmente durante a noite, para comprar presentes e doces.

A população local é em sua maioria xiita, que geralmente é alvo de atentado por parte de grupos sunitas radicais. Esse atentado foi um dos com mais vítimas desde que o grupo jihadista conquistou a maioria das regiões do país.

Ainda no sábado (18), a Arábia Saudita prendeu 431 suspeitos de pertencer ao Estado Islâmico. Entre os presos, alguns eram ativos no Twitter e mostravam apoio aberto ao #Estado Islâmico e incentivavam atos violentos contra xiitas. Grande parte deles não tinha antecedentes criminais.  #Terrorismo