Após 19 anos de espera, a Bolívia vai se tornar membro oficial do Mercosul. O anúncio foi divulgado por representantes do grupo nesta quinta-feira, 16. A cerimônia de oficialização será realizada hoje, 17, em Brasília, durante o encontro que vai reunir toda a cúpula de líderes dos estados integrantes.

A Bolívia se associou ao grupo em 1996 e desde então é convidada para participar de encontros que tratem de temas comuns a todos na região, mas não tinha poder de votos e outros privilégios dos membros plenos.

Com a entrada da Bolívia, o grupo passa a contar com seis membros fixos, juntamente com: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela.

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As conversas sobre a entrada do país de Evo Morales no grupo se acentuaram a partir do final do ano passado, culminando com a decisão final de aceitação após todos os membros terem votado a favor da entrada, o que é uma premissa crucial para aceitar novos integrantes.

O presidente boliviano Evo Morales comemorou a decisão do Mercosul. Ele afirmou que o país vive um grande momento em suas relações internacionais e que a tendência é crescer ainda mais agora que passará a ser integrante pleno dentro do grupo. Recentemente Morales recebeu a visita do Papa Francisco e causou polêmica ao presentear o visitante com um artefato que trazia a escultura de Jesus Cristo crucificado em um símbolo socialista. O Papa reagiu bem ao ato do presidente, mas o Vaticano criticou a atitude.

O encontro em Brasília será o 48º já realizado pela cúpula e além da oficialização da Bolívia, será também o de incorporação da Guiana e do Suriname como países associados, com direito a participar de reuniões como convidados, porém, sem ainda contar com os privilégios dos países plenos.

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Dentre os assuntos que serão tratados em mais uma edição do evento, pode se destacar: a pouca dinâmica existente atualmente no comércio regional, o frágil desempenho do Mercosul diante da crise econômica internacional, além da necessidade de se aumentar a integração energética na região. #Negócios