Nova vítima da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) nos casos de espionagem praticados pelo país do presidente Barack Obama, o Japão se junta a outras importantes nações na lista de países que já foram supervisionados pelos Estados Unidos.

Brasil

Primeira nação a ter esses documentos revelados pelo Wikileaks, o Brasil se envolveu em um grande mal-estar diplomático com os #EUA quando o caso veio à tona, em 2013. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff chegou a cancelar uma viagem oficial que faria a Washington, no que foi considerada uma reação e uma resposta sobre os grampos telefônicos aplicados pelos norte-americanos no maior país da América do Sul.

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Apesar da enérgica reação inicial, o caso esfriou com o tempo e os países retomaram suas relações diplomáticas de forma normal recentemente. No último mês de junho, a presidente Dilma viajou a Washington, colocando uma pedra sobre o polêmico e extenso assunto.

No entanto, há quem acredite que os EUA continuem espionando as autoridades brasileiras. Em artigo publicado em fevereiro deste ano, o jornal The New York Times afirmou que há indícios de que os norte-americanos continuam a inspecionar nações como o Brasil e o México, apesar de terem cessado as espionagens em outros países, como a Alemanha.

Alemanha e França

Liderado pela chanceler Angela Merkel, a Alemanha também foi alvo de espionagem norte-americana. O caso vazou em outubro de 2013, quando o ex-colaborador da NSA, Edward Snowden, fez a revelação.

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Anteriormente, Snowden já havia informado que a França também havia sido espionada pelos Estados Unidos.

O vazamento das informações obrigou a Casa Branca a realizar contatos e formalizar desculpas tanto ao presidente francês François Hollande quanto à chanceler alemã Angela Merkel. O mal-estar e o estremecimento nas relações bilaterais causados pelas revelações de espionagem perduraram por algum tempo, mas também esfriaram posteriormente.

Na ocasião dos vazamentos, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, aconselhou os envolvidos a tomarem medidas judiciais contra os Estados Unidos. Apesar do conselho do australiano, as nações preferiram caminhos diplomáticos para cobrar explicações dos norte-americanos, o que parece ter sido satisfatório no decorrer do tempo.

Resta agora saber quais caminhos o Japão tomará para reestabelecer a confiança em um de seus principais aliados. Enquanto o governo da potência asiática não se manifesta oficialmente, especialistas fazem especulações de como os japoneses deverão reagir. A única certeza no momento é de que o assunto caíra mais uma vez como uma grande bomba na diplomacia internacional. #Mídia #Crise