O mais novo país do mundo completa nesta quinta-feira (9) 4 anos sem grandes motivos para comemorar. Há quatro anos independente do Sudão, o Sudão do Sul, país localizado no leste da África, com aproximadamente 12 milhões de habitantes, sofre com um conflito étnico que coloca a nação com um dos piores índices em termos de situação humanitária.

Desde 2013, o Sudão do Sul padece à mercê de uma guerra civil que confronta o atual presidente Salva Kiir com o seu antigo vice, Riek Machar - a quem Kiir atribui uma tentativa de golpe de estado. O confronto ganhou proporções enormes e colocou em disputa simpatizantes e defensores de ambos os lados.

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Conforme divulga a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 2,2 milhões de civis desistiram de permanecer no país e se deslocaram.

Abrigar-se em países vizinhos tem sido a alternativa restante para os civis atônitos com a guerra. No total, 730 mil pessoas que moravam em Sudão do Sul rumaram para regiões e localidades próximas. No mesmo passo, o número de refugiados abrigados nas seis bases que a ONU mantém no país só se faz crescer. Atualmente, já passam de 150 mil pessoas nas bases da organização. 

Em abril deste ano, o combate entre as duas facções se intensificou após o exército sul-sudanês pró-Kirr iniciar uma ofensiva contra forças rebeldes nas proximidades de Mayom. Os níveis de #Violência do país foram classificados como "violações gerais dos direitos humanos" pela ONU.

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Castrações, decapitações, estupros e mortes de crianças são barbáries seguidamente vistas pelas ruas do Sudão do Sul.

Como se não bastasse a constante preocupação com a guerra civil que assola o país, a população ainda se vê necessitada em lidar com o surto de cólera e a fome crescente. Em Juba, capital, 32 pessoas morreram em uma feroz epidemia de cólera que ganhou força no mês de junho. As autoridades entendem que a epidemia começou nos superlotados alojamentos da ONU.

A fome também ameaça os sul-sudaneses, sobretudo as crianças. Segundo Toby Lanzer, ex-diretor humanitário da ONU no país, cerca de 250 mil crianças estão em vias de morrer de fome. Aprovada em referendo popular em 2011 com 98,83%, a independência não trouxe até agora nenhum motivo de comemoração. Nem mesmo em seu aniversário. #Crise