Estados Unidos e Cuba reabriram as suas embaixadas em ambas as capitais neste 20 de julho, reestabelecendo assim, oficialmente, as relações diplomáticas bilaterais depois de mais de cinco décadas de distanciamento.

Cerca de 700 pessoas participam da cerimônia em Washington, onde a bandeira cubana será içada na sede do que até agora funcionava como Escritório de Assuntos Comuns de Cuba nos Estados Unidos, com a mediação da Suíça.

Simbolicamente, será colocada no interior do edifício a mesma bandeira que foi retirada em 3 de janeiro de 1961, quando as relações entre os dois países foram quebradas.

O Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, chefia a delegação de artistas, atletas, líderes religiosos e políticos da Ilha que participam do evento histórico.

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A representação americana é dirigida pela Subsecretária de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, e pelos membros do Congresso que apoiaram a aproximação entre os dois países.

Após a sessão de abertura, o secretário de Estado americano, John Kerry, vai se reunir na sede do Departamento de Estado com seu homólogo cubano para conversar sobre os passos a seguir neste processo.

Esta é a primeira vez que um alto funcionário de Cuba é recebido em Washington após a Revolução de 1959.

Fontes do Departamento de Estado indicam que Kerry vai viajar para Cuba no final do verão para liderar a conclusão formal e levantamento da bandeira americana no edifício que vai se tornar a Embaixada Oficial daquele país na nação caribenha.

Desde o último 17 de dezembro de 2014 começou o processo de entendimento entre os dois países e, em seguida, outros eventos favoráveis ocorreram, tais como a reunião dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama na Cúpula das Américas no Panamá e a retirada de Cuba da lista de terrorismo que faz Estados Unidos.

A decisão de reabrir as embaixadas veio em 30 de junho ùltimo, diante uma carta enviada por Obama para Havana, que declara a intenção de manter relações diplomáticas e de cooperação amistosa com base nos princípios da Convenção de Viena de 1961 .

A imprensa internacional segue de perto este fato histórico de reaproximação entre Cuba e os Estados Unidos, e os governos latino-americanos, como o Brasil, têm dito que é um evento positivo para a região.

No entanto, a Casa Branca mantém o atual bloqueio financeiro e comercial imposto desde 1960, e os cubanos exigem eliminar este entrave para avançar numa plena normalização das relações bilaterais.

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