Na reunião, que entrará para a história como a mais longa entre líderes europeus, foi acordado que a Grécia continua na zona do euro. Foram 17 horas de discussões, até que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker fez a tão esperada declaração. A notícia foi divulgada na manhã desta segunda-feira (13), mas o plano precisa ser aprovado pelo parlamento grego até quarta-feira (15).

Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, afirmou que a decisão de salvar a Grécia da falência foi obtida por unanimidade, mas na realidade a conclusão do acordo teria sido feita entre Angela Merkel (Alemanha), François Hollande (França), o próprio Donald Tusk e o primeiro ministro grego Alexis Tsipras.

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Sem informar os detalhes, os participantes divulgaram sua satisfação com o resultado das negociações. O plano de ajuda teria sido fechado em 86 bilhões de euros a serem diluídos em três anos. Também este é o prazo de suavização da dívida, o que Tsipras considera uma vitória. Para ele, outro ponto fundamental na negociação é a compensação pelas medidas de austeridade, através de um plano de crescimento do país, que deve ser promovido pela Comissão Europeia.

Embora tenha comemorado o resultado, Tsipras tem ainda uma grande batalha pela frente. Em dois dias, ele precisa convencer o parlamento grego a aprovar severos cortes nos gastos públicos e o cumprimento de outras medidas significativas.

Além de apertar o cinto, a Grécia terá que criar um fundo de títulos de estado, com o dinheiro de privatizações.

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O fundo serviria como garantia aos credores, além de recapitalizar os bancos. A oposição grega pode ser agora o maior obstáculo para a implementação das exigências do bloco europeu. A extrema esquerda, forte no país, é contrária às privatizações. Porém um ponto a favor do governo, é a garantia de que o fundo obtido com a venda de empresas estatais permanecerá no país, evitando a evasão de divisas.

Por determinação do Banco Central Europeu, os bancos gregos continuarão fechados e sem liquidez. Apesar disso o mercado financeiro reagiu positivamente. As principais bolsas europeias operam em alta e o euro valorizou em relação a outras moedas. Ao menos até a próxima quarta-feira, o fantasma da dissolução da eurozona parece estar neutralizado. #União Europeia #Crise econômica