O domingo (19) não passou sem deixar rastros de destruição no Iraque. Em mais uma ação terrorista, combatentes do autodenominado grupo jihadista #Estado Islâmico (EI) explodiram o Estádio Olímpico de Ramadi, cidade localizada ao longo do rio Eufrates, no centro do país. Os extremistas usaram aproximadamente 3,5 toneladas de materiais explosivos para acabar com a arena esportiva, que permanecia em fase final de construção avaliada em R$ 318 milhões.

O projeto inicial da construção do estádio previa uma capacidade total de 30 mil pessoas. Contudo, ele sequer chegou a ser inaugurado, já que as obras não foram concluídas antes que a cidade de Ramadi ganhasse cenas de guerra protagonizadas por militares iraquianos e jihadistas.

Publicidade
Publicidade

O Olímpico estava sendo erguido como uma forma de simbolizar um "novo Iraque", que antes do surgimento do Estado Islâmico visava apagar a imagem de conflitos, mortes e guerras que marcavam o país. Nesse sentido, a prática esportiva viria para dar um novo tom ao Iraque.

De acordo com informações obtidas através da imprensa local, os terroristas necessitaram de vários dias de preparação para a grande destruição do espaço feita neste domingo. Depois de muito trabalho na colocação estratégica dos explosivos por todo o complexo, um simples toque em um controle remoto foi o suficiente para colocar ao solo a estrutura quase pronta.

A cidade de Ramadi era tida pelo governo do Iraque como ponto de partida para um novo simbolismo do país. Além do enorme estádio, o projeto contemplava criações de novos empreendimentos como bibliotecas, estacionamentos, hotéis, centro de transmissões televisivas, pistas de treinamento e vilas olímpicas.

Publicidade

A atitude do EI em destruir o novo estádio e espalhar dinamites por toda a extensão da cidade é tida como uma resposta ao aumento do efetivo da força militar iraquiana em Ramadi. Os jihadistas minaram as principais frentes de batalha para retardar os avanços das tropas iraquianas, que se esforçam para retomar o controle da região central do país. #Terrorismo