Apreensivos com a crise econômica e social instaurada na Grécia, os credores da #União Europeia foram advertidos pelos Estados Unidos sobre os riscos de uma possível saída do país mediterrâneo da zona do euro. Para o Secretário do Tesouro norte-americano, Jakob Lew, os credores estão arriscando cometer "um erro para a Europa, para a economia europeia e para a economia global" que pode trazer grandes consequências para o bloco e para o mundo.

Na última terça-feira, dia 7, o presidente Barack Obama cobrou da premiê alemã Angela Merkel uma solução para o impasse, que aumentou após o referendo de austeridade vetado pela população grega no início da semana.

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Os gregos têm agora três dias para evitar sua saída da zona do euro, o que seria considerado por especialistas como uma catástrofe econômica.

Em entrevista à ONG norte-americana Brookings Institute, Lew lamentou as possibilidades perdidas para se resolver a crise anteriormente. "Antes das coisas se quebrarem e da realização do referendo, eles estavam há alguns bilhões de euros de fechar o buraco", comentou o Secretário. "Você não compra centenas de bilhões em riscos para lidar com alguns bilhões", completou.

Apesar de reiterar que a decisão final é dos europeus, Lew disse que Washington "tentará ajudar os dois lados a compreenderem as opções disponíveis".

Na manhã da última terça-feira, o governo grego, liderado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, realizou um novo pedido de programa de resgate de três anos com os credores.

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Segundo o documento, Atenas está comprometida a realizar um pacote de reformas econômicas internas em troca de ajuda do fundo de resgate econômico da Europa.

Diretor do Banco da França e membro do conselho do Banco Central Europeu, Christian Noyer acredita que a não realização de um acordo acarretará em "motins e caos" na Grécia. Em entrevista à rádio Europe 1, Noyer expôs seus temores: "Um acordo definitivamente precisa ser alcançado no domingo, caso contrário será tarde demais e as consequências serão graves".

Agora, a Grécia tenta a liberação imediata de € 3,3 bilhões com o Banco Central Europeu para sustar parte dos pagamentos e evitar um colapso com o mesmo em 20 de julho. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o país precisará de mais de € 70 bilhões nos próximos três anos.

Caso não consiga chegar a um acordo com seus credores nesta semana, a Grécia correrá sérios riscos de ter que deixar a zona do euro e enfrentar severas consequências econômicas e sociais para sua população nos próximos meses. #Crise econômica #EUA