O grupo WikiLeaks revelou na manhã desta quarta-feira, 22, telegramas confidenciais atribuídos ao Departamento de Estado do governo norte-americano nos quais são relatados ações da empreiteira brasileira Odebrecht e suas conexões com líderes de governo no exterior. De acordo com o grupo, a diplomacia estadunidense realizou uma série de monitorias dos negócios internacionais da Odebrecht e identificou supostas irregularidades e casos de #Corrupção em obras efetivadas em diversos países.

Ainda segundo o WikiLeaks, o monitoramento ocorreu durante os anos de 2007 a 2010, o que corresponde a duração do segundo mandato do ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.

Publicidade
Publicidade

Dentre alguns casos apontados pela monitoria norte-americana, está o incidente ocorrido no Equador entre o governo local, liderado por Rafael Correa, e as empresas brasileiras, Odebrecht e Petrobrás, ameaçadas de serem expulsas do país por não cumprimento de contratos. Segundo a embaixada dos Estados Unidos em Quito, capital equatoriana, o motivo da pressão realizada por Correa era, na verdade, uma evidência de corrupção.

Ainda sobre o mesmo caso no Equador, outra suspeita foi relatada pela embaixada norte-americana ao governo de Barack Obama, mas, desta vez, sobre o empréstimo executado pelo banco estatal brasileiro BNDES para o mesmo projeto de irrigação em Quito, também com suspeita de corrupção, por apresentar termos desfavoráveis ao Banco Central do país de Rafael Correa. A Hidrelétrica de San Francisco foi construída apresentando diversas deficiências, o que gerou a fúria do presidente equatoriano com a Odebrecht.

Publicidade

Outro fato que chama a atenção no relato do Departamento de Estado dos EUA foi o contato realizado entre a embaixada americana no Panamá e a Casa Branca em Washington no ano de 2009. Por telegrama, um dos diplomatas estadunidenses comunica a Obama sobre a situação tensa do presidente panamenho na época, Ricardo Martinelli e alerta para um grande e grave escândalo de corrupção que iria vir à tona nos próximos anos e que a empreitaria brasileira Odebrecht estaria envolvida.