A última terça-feira (14) ficou marcada pelo acordo histórico entre o Irã e as grandes potências no setor nuclear.

Vianna, na Áustria foi o palco deste tão esperado encontro, com o principal objetivo de evitar possíveis conflitos e garantir a pacificação. Em troca da garantia de que o Irã não irá desenvolver  uma bomba atômica, e que o tão falado programa nuclear venha ser utilizado de forma pacífica, as sançoes contra o país serão removidas.

De acordo com a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, este foi um dia de extrema importância: “Hoje é um dia histórico. É com grande honra que anunciamos ter alcançado um acordo nuclear com o Irã”. Durante o discurso oficial, a chefe da diplomacia afirmou ainda que "as decisões que tomamos hoje não tratam apenas do programa nuclear iraniano, mas também podem abrir um novo capítulo nas relações internacionais".

O presidente do Irã, Hassan Rohani foi eleito em 2013 pela população, que acreditou na promessa feita por ele de que iria conseguir cessar as sanções do país. O político afirmou que o Irã não está pedindo caridade, mas que todos possam ser favorecidos de forma justa com o acordo. Hassan afirmou ainda que foram 23 meses de negociações, e que o povo iraniano contribuiu para que o acordo fosse adquirido.

Diversos países se manifestaram quanto ao acordo, dentre eles, o Brasil, na qual afirmou em um comunicado que: "O Governo brasileiro saúda todas as partes pela vontade política, persistência e determinação demonstradas ao longo de processo negociador complexo e de elevada sensibilidade. Essas qualidades serão cruciais também para a plena e oportuna execução do acordo".

Entendendo a decisão

O acordo tem como principal objetivo que o programa nuclear iraniano não seja de característica militar, e em recompensa ao cumprimento desta exigência, serão retiradas as sanções internacionais que põe em risco a economia do país. No documento, Teerã está sendo autorizada a continuar com o programa nuclear civil e isso irá contribuir para que o Irã seja normalizado no ambiente internacional.

Aproximadamente com 100 páginas, o documento propõe para o Irã o fim de todas penas internacionais e a eliminação do nome do país na lista dos sancionados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Não obstante, de acordo com as agências de notícias, por um período de cinco anos, o Irã estará reprimido a uma confiscação de comércio de armas, e por oito anos, o país estará submetido a sanções contra mísseis. Se caso alguma pauta do acordo não for devidamente cumprida, as sanções contra o Irã voltarão a entrar em vigor.

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