Após o referendo ocorrido no domingo (5), quando a maioria da população da Grécia votou "não" para as medidas de austeridade impostas pela #União Europeia, esperava-se que o governo apresentasse sua proposta de negociação da dívida, que, segundo as autoridades, é impagável.

Finalmente nesta quinta-feira (9), último dia do prazo estabelecido pelo Eurogrupo, o primeiro ministro Alexis Tsipras enviou um pacote de medidas prevendo novos impostos e cortes de gastos. Para surpresa da esquerda do país, que defendeu posição contrária às imposições dos credores e venceu o referendo, o que foi apresentado é muito semelhante ao que o governo grego havia rejeitado antes.

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O que agora está sendo proposto pela Grécia, prevê o fim das aposentadorias antecipadas, o aumento da idade das aposentadorias para 67 anos, além de aumento de impostos em vários setores, como maior taxação para imóveis de luxo e cobrança de impostos de quem antes era isento, como os armadores gregos, que se beneficiavam de uma lei da época da ditadura. Porém Tsipras também defende a redução da dívida, que atualmente chega a 320 bilhões de euros.

As medidas, que estão sendo analisadas nesta sexta-feira (10), foram elaboradas com o auxílio de uma equipe de especialistas, enviadas a Atenas pelo presidente da França, François Hollande.

Também nesta sexta-feira, o governo grego pede apoio aos parlamentares, para que autorizem as negociações, como única saída para evitar o colapso financeiro.

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Porém não há garantias de que a extrema esquerda concorde com as reformas.

Com os bancos fechados desde o dia 29 de junho e o desemprego acima dos 25 por cento, a dúvida sobre a aceitação por parte dos credores é motivo de apreensão. A Alemanha, maior credor, acenou com um pequeno sinal positivo, ao concordar com a necessidade de uma reestruturação da dívida grega que viabilizaria a economia num prazo de três anos.

O país que deu ao ocidente toda a base de sua civilização, agora espera ser salvo. A decisão deve ser anunciada até o próximo domingo. #Crise econômica