Após um dia tenso e com duas horas de atraso, a Grécia anunciou que a maioria dos 300 parlamentares votou a favor do pacote de medidas de austeridade, que deverão ser adotadas pelo país em troca de ajuda financeira.

Durante todo o dia, milhares de manifestantes reunidos na praça em frente ao parlamento, pressionaram pela não aceitação do acordo. No início da noite, vândalos invadiram o protesto, até então pacífico, e entraram em confronto com a polícia. Foi a mais violenta #Manifestação dos últimos dois anos. Os manifestantes, que incendiaram automóveis e lixeiras, jogaram coquetéis molotov contra os policiais e foram contidos com bombas de gás lacrimogênio. Cerca de trinta pessoas foram presas.

O protesto era também contra as privatizações, que devem comprometer 50 bilhões de euros do patrimônio grego.

Servidores públicos fizeram uma greve geral, que afetou meios de transporte e hospitais durante todo o dia. Também muitos comerciantes não abriram suas portas nesta quarta-feira (15).

Alexis Tsipras, que perdeu o apoio do próprio partido, além de outros partidos de extrema esquerda e extrema direita, contava principalmente com os votos da oposição. Não foi divulgado até o momento o número de votos contra e a favor das medidas exigidas pela UE.

O financiamento da dívida grega também precisa ser aprovado por parlamentares dos países credores. A França, que já encerrou as votações, disse sim. Os governos da Alemanha, principal credora, e da Finlândia, continuam pressionando pelo fim da ajuda à Grécia. A primeira ministra alemã, Angela Merkel, diz não confiar no cumprimento do acordo, que prevê grandes cortes nos gastos públicos. 

O Fundo Monetário Internacional (FMI), deu um ultimato à Europa, dizendo que se não concordarem com a redução da dívida grega, não fará parte do financiamento junto com os bancos europeus.

Apesar de ter saído vitorioso da votação de hoje, Tsipras parece não ter o que comemorar. O primeiro ministro grego confessou que, se não tiver apoio, será difícil permanecer no cargo. Depois das renúncias do ministro Yanis Varoufakis, das finanças, e da vice-ministra da mesma pasta, Nantia Valavani, amanhã pode chegar a sua vez.

#União Europeia #Crise econômica