A Grécia formalizou na manhã desta quarta-feira (8), um pedido formal de empréstimo ao fundo de suporte especial da zona do euro. A carta pede apoio financeiro no âmbito do Mecanismo Europeu de Estabilidade, para um período de três anos. O Eurogrupo que estava com uma reunião marcada, cancelou o encontro para poder analisar o pedido.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, ao se pronunciar esta manhã, disse que o país precisa de um acordo que permita que se possa "ver a luz no fim do túnel". Tsipras afirmou ainda que a situação em que o país se encontra, de ter ficado "sem saída", não se deve aos cinco meses em que ele está no cargo e sim aos "cinco anos sem regates que condenaram a economia grega", e complementou argumentando que é necessário que se deixe de fazer o que se fez até agora, de deixar o peso recair sobre os ombros do povo e sim, que recaiam em quem pode assumi-las.

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O primeiro-ministro garantiu que até o final de semana apresentaria as propostas de reforma - mesmo porque foi o prazo que recebeu, um ultimato, dos restantes países da zona do euro, para que chegue a um acordo de concessão de empréstimos em troca de reformas ou Atenas começará a dar os primeiros passos em direção à porta de saída da zona do euro, tendo que deixar de usar a moeda.

Caso o acordo não seja fechado até sexta-feira, serão acionados os chefes de Estado e de governo dos 28 países da #União Europeia para uma cimeira de emergência no domingo - o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse nesta terça-feira (7), que em cima da mesa de reuniões estará "o cenário detalhado para a saída da Grécia do euro". A chanceler alemã, Angela Merkel fala sobre a seriedade do momento e afirma que se trata de um verdadeiro ultimato, lembrando que há poucos dias para se tomar uma decisão.

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O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, enfatiza que o que se quer é um consenso, sem perdedores nem ganhadores: "Se isso não acontecer, significará o fim das negociações, com todas as possíveis consequências, incluindo o pior cenário, em que todos perderemos". "Não tenho dúvidas de que esse é o momento mais crítico da nossa história, da União Europeia e da zona do euro.", complementa Tusk.

Condições do pedido de apoio financeiro

Esse é o terceiro pedido de resgate da Grécia. Foi pedido nesse terceiro resgate, o valor de 50 bilhões de euros, ao longo de três anos e em troca de três concessões: agora não se pede um empréstimo, e sim, um programa de resgate completo, que estima-se ser mais do agrado dos credores. A Grécia se compromete a fazer um corte nas pensões, de imediato, assim como subir o IVA. E para finalizar, deixa de pedir diretamente uma reestruturação da dívida, fazendo referências mais suaves com relação a uma redução. #Crise