Em cúpula realizada nesta terça-feira (7) no parlamento europeu, em Bruxelas, a Grécia manteve indefinida a sua permanência na zona do euro. Apesar do resultado do referendo no último domingo (5), no qual a população grega disse não às exigências dos credores internacionais, ainda havia alguma esperança de que o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, apresentasse uma nova proposta de reforma econômica na reunião do parlamento. No entanto, a Grécia optou por não apresentar qualquer nova proposição. Tal medida coloca em risco a permanência do país na zona do euro.

Para Valdis Dombrovskis, vice-presidente da comissão europeia responsável pela zona do euro, a Grécia precisará tomar uma atitude mais enérgica em direção à reforma econômica a fim de permanecer na eurozona.

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Caso não seja feito, a saída do país do bloco parece inevitável. Exibindo uma postura mais flexível, Jean-Claude Juncker, presidente da comissão europeia, expôs a vontade de negociar com o governo grego a fim de que a Grécia permaneça na zona do euro.

A posição de Juncker está de acordo com as declarações de François Hollande e Angela Merkel na segunda-feira (6). Ambos declararam respeitar a decisão dos cidadãos gregos, considerada democrática e soberana, e também se mostraram abertos à discussão de propostas com a Grécia.

No encontro desta terça-feira, os ministros das Finanças europeus se mostraram divididos em relação à situação econômica grega. Muitos consideram ser difícil a permanência da Grécia sem que o país realize movimentos reais para realizar uma reforma econômica. Nesse sentido, diversos países demonstraram pouca solidariedade à situação grega.

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Até o momento, o principal país que tem se mostrado abertamente a favor da manutenção da Grécia na eurozona é a França, apesar de haver bastante divisão entre os cidadãos franceses a respeito da questão. Para o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, a saída dos gregos da zona do euro seria um duro golpe no crescimento da Europa e também na economia global.

O esforço atual da França é convencer a Grécia a apresentar uma proposta coerente aos demais países do bloco que, em sua maioria, têm apresentado uma postura bastante dura com a situação dos gregos. #União Europeia #Crise econômica