Sinal verde para a Grécia dar os primeiros passos em direção a uma nova vida: ganha mais uma oportunidade para que tente se reerguer, organizar as finanças e se tornar, se não forte, pelo menos um país com uma economia estável.

O parlamento alemão aprovou as negociações de um terceiro pacote de resgate ao país e na próxima segunda-feira a Grécia já terá liberado o empréstimo de 7 bilhões de euros. A Grécia respira. Mas, apesar de terem aprovado esse novo resgate, a situação na Alemanha continua sendo de desconfiança profunda, afinal foi o país da zona do euro que mais contribuiu até agora, tendo destinado altos recursos nos dois resgates anteriores (o primeiro em 2010).

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A chanceler alemã Angela Merkel enfrentou polêmicas, vindo inclusive de seu partido, pois apesar do Bundestag (a Câmara Baixa do Parlamento alemão) ter aprovado a realização das conversas com Atenas, cerca de um quinto dos conservadores, que são da coalizão de Merkel, optou por votar em "não".

Durante a sessão, houve a sugestão por parte do ministro das Finanças, Wolfang Schaeuble, de que a Grécia saísse temporariamente da zona do euro para resolver seus problemas econômicos. Porém, Merkel defendeu que a saída do país poderia trazer sérios prejuízos a toda união monetária e quem nenhum país, incluindo a Grécia, estava disposto a aceitar a suspensão.

Enquanto isso, na quinta-feira, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras assegurava, nesta quinta-feira (16), a aprovação parlamentar, contando com o apoio da oposição, para garantir a tomada das medidas necessárias e exigidas pelo Eurogrupo: a redução de pensões, o aumento de impostos e venda de ativos estatais.

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Tsipras tomou ainda uma outra atitude: demitiu os ministros de seu partido que demonstraram recusa em apoiá-lo.

Uma outra notícia que mostra que tudo parece voltar a entrar nos eixos é sobre a reabertura dos bancos na próxima segunda-feira (20). A notícia foi anunciada também nesta sexta-feira (17) pelo ministro adjunto de Finanças, Dimitris Mardas, informando que haverá a permissão de operações que estavam restritas durante o período do feriado bancário, que já completou 19 dias. #União Europeia #Crise econômica