O discurso diplomático americano garante auxiliar qualquer iniciativa voltada para a destruição do grupo terrorista ISIS. Um dos apoios mais eficientes que ele tem são os Curdos. Sempre que o grupo terrorista atua na região, ou em suas proximidades, é combatido com importantes vitórias obtidas pelas forças curdas.

Obter vantagens em apoio financeiro e ajudar a destruir de uma vez por todas com o grupo terrorista é a proposta dos curdos. Obter ajuda contra os turcos também está em foco. Eles são contra seu plano de criar um novo Estado na região.

Todas as vitórias e o bom relacionamento entre americanos e curdos pode terminar.

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O governo turco tem medo da criação de um Estado curdo no norte da Síria ou Iraque. A aproximação entre americanos e iranianos também pode influenciar. Assim as negociações diplomáticas tiveram início. O jogo de xadrez da diplomacia internacional, onde os peões e demais pedras são movidas de acordo com o interesse financeiro de cada um, é variável de situação para situação.

Apoiado no trabalho de lobistas americanos, os turcos começaram a trabalhar no sentido de bloquear a ajuda militar dos EUA para os combatentes curdos. Para começo de negociação, as autoridades turcas cederam para os americanos duas bases aéreas críticas para o lançamento de mísseis contra as forças da ISIS.

Políticos internacionais consideram esta concessão parte de um jogo aplicado pela Turquia para que uma nova ofensiva seja lançada contra os militantes curdos.

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A justificativa foi uma eventual revanche contra os ataques do PKK (o partido dos trabalhadores do Curdistão, um grupo separatista).

Estas medidas poderão quebrar o bom relacionamento criado entre americanos e curdos. A instabilidade do jogo de poder internacional, que tem o oriente médio como palco, mais uma vez se revela em toda a sua fragilidade. A última ofensiva ocorreu na sexta-feira passada (24/07/2015) com a prisão de diversos membros do grupo ISIS.

Elogios feitos por Obama ao presidente turco, ao invés de dar assistência aos curdos, revelam a fragilidade das alianças locais. Segundo analistas internacionais, elas devem ter continuidade e escalabilidade. #Terrorismo