No dia em que deverão ser votadas no Parlamento grego as propostas do acordo feito na segunda-feira entre o Eurogrupo e o primeiro-ministro Alexis Tsipras, a situação segue bastante tensa em Antenas. Diversos membros do partido do governo, o Syriza, se mostram claramente contra a proposta, entre eles, a atual presidente do Parlamento, Zoe Konstantopoulou, que, em declaração nesta quarta-feira (15), pediu aos demais parlamentares que votem contra o acordo.

Para Zoe, que já se absteve de votar na última sexta-feira (10) as propostas preliminares para negociação com a cúpula de líderes no Parlamento europeu, em Bruxelas, na Bélgica, o acordo seria uma grande chantagem contra a Grécia e, como tal, deveria ser negado pelos parlamentares, já que têm poderes para o veto.

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Segundo ela, a situação seria diferente se, ao contrário de pedir que os deputados votem com rapidez o que é proposto, sem questionar qualquer ponto, houvesse um tempo para discussão e reflexão da proposta, com possibilidade de alterações no que fosse considerado incongruente.

A situação se torna ainda mais estranha e complicada quando até o atual ministro das Finanças, Euclid Tsakalotos, diz não ter certeza se a proposta que foi aceita pela Grécia é de fato viável ou não. O mesmo ocorre com Tsipras, que, apesar de desejar bastante que o acordo seja aprovado pelo Parlamento para que ajuda financeira aconteça, demonstrou considerar que nem tudo que está no acordo seria de fato coerente.

Anteriormente, o ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, que renunciou logo após a vitória do "Não" no referendo do dia 05 de julho, já havia criticado a postura de Tsipras, que aparentemente haveria "se rendido" durante as negociações com os líderes do Eurogrupo.

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Apesar da clara ruptura entre o primeiro-ministro e o seu partido, o Syriza, que se mostra, em grande peso, contrário às exigências do acordo, as propostas deverão ser aprovadas com ajuda dos votos da oposição, basicamente o partido socialista PASOK e o de centro PoTaMi. #União Europeia #Crise econômica