O Afeganistão informou nesta terça-feira (29) por meio do porta-voz do serviço de inteligência do país, Haseeb Sediqi, que o mulá Mohammed Omar, líder supremo do Talibã está morto há dois anos. A informação foi confirmada mais tarde pela presidência do país.

"Mulá Omar está morto. Ele morreu em um hospital de Karachi em abril de 2013 sob circunstâncias misteriosas" (à "circunstâncias misteriosas" entenda-se uma possível operação militar inimiga), afirmou Sediqi, de acordo com a France Presse. Sediqi disse ainda que o líder talibã foi enterrado na província de Zabul.

A informação da morte do líder ainda não foi confirmada pelos rebeldes talibãs.

Publicidade
Publicidade

O mulá Omar não era visto publicamente desde 2001. Essa informação pode mudar muitas coisas no campo talibã, próximo de um novo contato e tentativa de aproximação entre rebeldes e governo afegão, após 13 anos de guerra.

Ainda de acordo com o porta-voz Sediqi, o líder talibã morreu em um hospital em Karachi e que não se sabe a causa da morte, se foi por doença ou por outro motivo. Também afirmou que já tinham essa informação há dois anos, mas que somente agora ela é confiável. Disse ainda que nos próximos dias terão mais detalhes sobre a morte do mulá Omar.

Os Estados Unidos consideram críveis as informações, segundo o porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz, que também disse que os Estados Unidos estão analisando as circunstâncias em que o líder talibã morreu, mas que ainda não conseguem afirmar quando foi.

Publicidade

O mulá Mohammed Omar foi muito procurado pelos Estados Unidos nos anos que sucederam os ataques de 11 de setembro, por dar guarida a Osama Bin Laden e à Al-Qaeda. Era o aliado número 1 de Bin Laden, desde que se tornaram amigos, no ano de 1996, quando o  regime talibã acolheu no Afeganistão a Al-Qaeda - a rede terrorista liderada pelo milionário saudita Osama Bin Laden. 

Apesar de não constar da lista dos 10 mais procurados pelos EUA, há quem diga que ele já foi o segundo mais procurado. A recompensa pela sua captura era de US$ 10 milhões. #Terrorismo #Ataque