Em fevereiro de 1945 foi criada em São Francisco, EUA, a Organização das Nações Unidas (ONU), via conferências de paz realizadas no final da 2.ª Guerra Mundial. A famosa Carta das Nações Unidas foi assinada inicialmente por 50 países, à exceção dos que pertenceram ao Eixo. A ONU nada mais era do que a 2.ª tentativa de formar uma união de nações, estabelecendo relações amigas entre elas. A primeira tentativa se deu com a formação da Liga das Nações, ao fim da Primeira Guerra Mundial e fracassou historicamente em seu objetivos.  

O chefe atual da ONU, o diplomata sul-coreano Ban Ki-moon, é o 8º de uma sucessão unicamente masculina dos secretários-gerais desde 1945 e o mesmo deixará o cargo no próximo ano, fazendo com que as casas de apostas já se alvorocem nos palpites de quem é o político que ocupará a principal posição na Organização.

Diante desta realidade da liderança tipicamente masculina, ativistas e alguns diplomatas dizem que é hora de uma mulher assumir a posição mor da ONU entre outras reformas profundas apregoadas. Líderes femininas mundiais atuais, tais como: Angela Merkel, Ellen Johnson Sirleaf, da Libéria e Michelle Bachelet, do Chile, falam em entrevistas à imprensa em geral sobre a existência de uma gama de talentos femininos como estadistas pelo mundo.

Um dos motes da ONU durante décadas é a questão da igualdade de direitos as mulheres em relação aos homens e agora, essa mesma ONU se vê atingida por um tsunami de opiniões para ter uma mulher à sua frente como próximo secretário-geral.

Jean Krasno, estudioso da Universidade de Yale afirmou que "a Carta das Nações Unidas apela para a igualdade de gênero e o respeito aos direitos das mulheres. A ONU deve viver de acordo com as suas próprias propostas, pois todos os oito secretários-gerais foram homens...é chegado o momento das mulheres, pois elas representam mais de metade da população do mundo e nunca foram representadas neste papel".

Chefes da ONU não são escolhidos em uma votação aberta. A seleção é feita pelos EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Países esses que fazem votações secretas, vetando quaisquer candidatos que eles não gostem ou não atendam seus interesses. Após esta fase, o candidato preferido é endossado por uma votação do conselho de 15 países, que é homologado pela Assembléia Geral de todos os 193 membros da ONU, favorecendo os candidatos que estão em dívida de gratidão com Washington, Pequim e Moscou ou até mesmo com Londres e Paris. 

Por exemplo, em junho passado, a ex-presidente irlandesa Mary Robinson culpou o processo de seleção para os líderes da ONU, na medida em que deixa cinco países poderosos serem os únicos responsáveis pela seleção do titular. Ela disse que isto é "moralmente indesculpável, na medida em que o procedimento é opaco, fraco e irracional". O senhor Hardeep Singh, que um dia representou a Índia na ONU disse que a sociedade "deveria perguntar se mudar o processo irá produzir um resultado diferente", resposta esta que ele afirmou não ter.

Algo, porém é fato: a ONU não pode garantir durante a sua existência sob a liderança masculina e também não poderá fazê-lo na possível gestão de uma mulher, que os sentimentos de "verdadeira paz e segurança" sejam eternos, tanto que estão aqui os conflitos da Síria, Sri Lanka, Israel, Palestina, Egito, África, surgimento do Estado Islâmico, migração desenfreada, o Ebola e tantos outros fracassos da sociedade humana do pós-guerra. #História #Curiosidades