Não são poucos os analistas políticos e sociais que olham perplexos para o recrutamento de jovens que se voltam ao #Terrorismo radical. O IS – Islamic States parece ter um forte apelo de atração nas redes sociais. A faixa de idade dos jovens que se unem ao IS baixa de forma significativa. Hoje é possível que jovens de 14 anos para frente e até com menor idade, sejam vistos em suas fileiras. O terrorismo parece invadir a Europa de forma inevitável.

Em uma reportagem da ITV news, o foco foi colocado na juventude inglesa. Os estudos efetuados sobre o tema forneceram dados que permitiram confirmar esta triste realidade. Jovens e mulheres britânicas estão sendo facilmente atraídos para o extremismo violento.

Foi a partir dos ataques à Londres conhecidos como os ataques de 7/7 – dia sete de julho, ocorridos em 2005, que este recrutamento ganhou mais impulso. A migração de centenas de jovens para a Síria revela a diminuição da faixa etária. Foram registrados casos de famílias inteiras recrutadas pelo terror.

A Europol (braço da Interpol, a polícia internacional) criou a partir deste mês uma unidade para monitorar e derrubar a propaganda jihadista que se alastra nas redes sociais. O que impressiona é a recusa destas redes em retirar do ar as páginas de pessoas que efetivam esta atividade de forma conhecida por todos.

Nos três últimos anos foram fechados 60 mil sites. Mas o que se observa é que, imediatamente após um site ser fechado em uma localidade, em questão de poucas horas, outro é criado em seu lugar. Muitas destas pessoas vão para a Síria para lutar e morrer.

Há um movimento, que está sendo disseminado na grande rede, para que estes provedores não mais permitam que estas páginas sejam criadas e que eles mesmos, quando perceberem a orientação das páginas, as eliminem de forma automática. Recursos para isto os provedores têm, o que falta é vontade política e a rendição ao dinheiro que alguns ganham, por permitir esta atividade.

As autoridades inglesas e de outros países europeus colocam como meta para o ano de 2016, criar legislação que obrigue os provedores a retirar o apoio a estas pessoas e conter a evolução da debandada destes jovens para o IS.